ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil
Enviada em 10/08/2020
O homem convive em sociedade; portanto, é imprescindível respeitar as dissemelhanças entre as pessoas que compõem o meio social. O preconceito religioso é uma atitude mental, caracterizada pela falta de vontade de reconhecer e tolerar as díspares crenças socioculturais, resultando em violência e preconceito. Destarte, é fundamental abranger discussões acerca dos desafios para suprimir a intolerância religiosa no Brasil contemporâneo.
A intolerância religiosa está presente na sociedade brasileira, desde o Período Colonial. Vê-se, na Literatura Quinhentista, que ocorreu a hegemonia da Igreja Católica sobre as religiões indígenas e as de matriz africana, as quais não podiam realizar cultos e rituais. Por conseguinte, forma-se o “Sincretismo Religioso”, que consiste na junção de duas crenças, dando origem às religiões afro-brasileiras (umbanda e candomblé), ao contrário dos africanos, os indígenas foram alvo da literatura de catequese, cuja ordem foi criada pela Companhia de Jesus, no contexto da contrarreforma católica, em resposta à Reforma Protestante, para converter os índios ao Cristianismo.
No Brasil atual, existem leis que asseguram a liberdade de crença religiosa e o direito de criticar tais dogmas. No entanto, o preconceito religioso é recorrente. Essa prática consiste em atitudes ofensivas e agressivas que ferem a dignidade dos seres humanos e é classificada, atualmente, como crime de ódio. Pode-se afirmar que, as religiões afro-brasileiras são as principais vítimas dessa discriminação (segundo a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, baseando-se nos números de denúncias por religião) a qual se baseia em discursos de ódio com argumentos retrógrados e obsoletos. É justamente pela falta de compreensão acerca das diferenças que se iniciam as guerras religiosas, como exemplo, o conflito entre judeus e palestinos, transformando a intolerância em perseguição.
Em síntese, é notório que a prática da intolerância religiosa é uma problemática que se sucede no mundo inteiro e, sem dúvida, recorrente no Brasil. Esta ação fere os Direitos Humanos e cria estigmas sociais, dessa forma; é necessário que haja a devida punição e investigação para este crime, nas delegacias nacionais. Ademais, é preciso realizar a institucionalização de políticas públicas, realizadas pelo Ministério da Educação, por meio de matérias obrigatórias no ensino fundamental, acerca das diferenças socioculturais existentes no Brasil, pautadas em igualdade racial, a fim de mitigar preconceitos, a respeito das religiões afro-brasileiras, para assim, desenvolver cidadãos extrínsecos à mentalidade preconceituosa e obsoleta.