ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil
Enviada em 12/08/2020
Durante a Inquisição no Brasil, válido ao governo de D. Pedro Segundo, a intolerância religiosa decorria de uma religião, a Igreja Católica Apostólica Romana. Os fatos históricos demonstram claramente, o legado composto de preconceito e discriminação, antes disseminados no país. A insuficiência ou a ausência de segurança sobre o cumprimento das leis , assim como os traços comportamentais antiquados observados no país, comprovam a existência de problemas tanto sociais, quanto culturais.
É relevante abordar, em primeiro plano, a insuficiente quantidade de leis e punições, em relação ao asseguramento da livre capacidade de execução das inúmeras práticas religiosas no Brasil. Segundo pesquisas, as discriminações a religiões protestantes e afro-brasileiras dominam as tabelas com, aproximadamente, uma denúncia a cada três dias. Além disso, uma porcentagem considerável de denúncias condizem ao apelo da violência. A impossibilidade de culto, independentemente da religiosidade, comprova a ineficiência da aplicação das leis já vigentes e a existência, pois, dos problemas sociais supracitados.
Vale ainda salientar, em segundo plano, as injustiças culturais que decaem sobre os praticantes de cultos religiosos. Na visão de Marx, a ideologia e a religião provocam no indivíduo uma alienação, entretanto, o argumento utilizado pela maioria intolerante a tais crenças é a violência verbal e física. Ademais, a intolerância origina-se não apenas de raízes culturais, mas também da insegurança do próprio ser humano, isto é, a capacidade de se sentir seguro e conviver em sociedade sem julgamentos alheios. Depreende-se, por conseguinte, complicações culturais no país.
Por fim, compreende-se a necessidade, por parte do Ministério da Justiça e do Governo federal, da criação de mais leis que favoreçam os praticantes de cultos religiosos, além do reforço severo das punições para com aqueles que desrespeitarem as mesmas. Outrossim, o incentivo a aulas e palestras escolares que defendam a prática religiosa, contudo, na permanência laica da educação, também provam-se importantes para o desenvolvimento saudável dos jovens e das novas gerações, visando o fim da discriminação religiosa. Logo, evitar-se-á a ocorrência de uma nova Inquisição religiosa no Brasil e buscar-se-á a restauração da ordem e do progresso de maneira respeitosa e correta.