ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil

Enviada em 16/08/2020

Baseado pelos princípios positivistas de Augusto Comte, o presidente Deodoro da Fonseca promoveu a ruptura do Estado com a Igreja, o qual tornou-se laico, durante seu governo provisório. Dessa maneira, o culto a diferentes religiões passou a ser permitido. Entretanto, na modernidade, a liberdade religiosa no Brasil passa por um processo de instabilidade, representado pelos diversos tipos de intolerância. Como causa de tal processo há a falta de educação histórico religiosa, o que ocasiona o preconceito, perseguição e desrespeito.

Nesse sentido, a maioria das vítimas de intolerância devido ao credo em que acreditam são os adeptos das religiões afro-brasileiras. Segundo dados da Secretária de Direitos Humanos, os ataques a esses fiéis correspondem a 75% dos casos totais. O não reconhecimento da diversidade religiosa que compõe o território nacional é fruto da incapacidade de aceitação de outras culturas devido ausência de compreensão frente a diversidade sociocultural advinda de uma longa história, enriquecida com a presença de diversas nacionalidades que compõe a sociedade.

Indubitavelmente, enraizada na cultura nacional, a intransigência religiosa atualmente configura crime inafiançável. Entretanto, nota-se, que tal fato não impede sua continua ocorrência. Dessa forma, é de suma importância ressaltar as consequências de tal processo, que corrobora, em primeiro plano, para a segregação social e perpetuação de outros preconceitos como racismo e xenofobia. Em segundo plano, auxilia para perpetuação do crime de ódio, vitimando diversas pessoas.

Em suma, para resolução de tal mazela social é necessário adoção de novos caminhos para combater a intolerância religiosa. Com o fito de auxiliar no entendimento e propagação da diversidade de crenças, é necessário que o Ministério da Educação junto as secretárias municipais introduzam aulas expositoras sobre os múltiplos credos existentes juntamente com as aulas de história, integrando os conteúdos. Ademais, é preciso a atuação de Ong´s (organizações não governamentais) em conjunto com psicólogos, com o propósito de amparar as vítimas de tal preconceito, dando apoio psicoemocional as mesmas.