ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil

Enviada em 25/08/2020

A colonização brasileira, é responsável pela miscigenação de seu povo em detrimento das diversas culturas, nacionalidades, crenças e hábitos trazidos ao território. Hoje, diversas consequências, tanto positivas, como a pluralidade religiosa e cultural, como negativas, como o preconceito e exclusão das minorias, permanecem enraizadas na sociedade e geram conflitos e problemas sociais que não recebem a devida atenção, como a intolerância religiosa. Os princípios brasileiros, contaminados pelo passado agressivo e hostil do país, auxiliam na validação de hábitos preconceituosos e intolerantes.

Em primeiro plano é de relevância analisar os princípios deixados pelo Brasil colonial que ainda estão incorporados inconscientemente a sociedade brasileira. Determinados hábitos nacionais estão relacionados a cultura da hierarquização social e mascarados por sua frequência. Tanto é realidade que as religiões que mais sofrem discriminação no cenário atual do país são as de fies afro brasileiro difundidas na época colonial pelos escravos trazidos da África, de acordo com pesquisa da Secretaria de Direitos Humanos, representam 75% dos casos.

Segundamente, observa-se o pequeno número de denúncias formais, resultado da insuficiente quantidade de discussões sobre a problemática. Essa, que infringe a constituição federal por assegurar que a liberdade de consciência e de crença é inviolável e por garantir o Brasil como um país laico e democrático. Em uma democracia, a pluralidade de crenças e valores é incalculável, justamente por pousar sobre o direito de liberdade.

Logo, a ausência de tolerância religiosa deve ser combatida indubitavelmente para que o país alcance uma realidade mais democrática e consciente. Apesar de já existir ensino voltado para as religiões nas escolas, as estatísticas mostram que ele ainda não é o suficiente. Para tanto, seria interessante que o Ministério da Educação aproveitasse a futura reforma que o Estado pretende realizar no ensino médio e intensificar nas matérias de ensino religioso e história a abordagem de religião, cidadania e tolerância.