ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil

Enviada em 25/08/2020

A Constituição da República Federativa do Brasil, assegura a todos o direito da liberdade de crença religiosa. Entretanto, atualmente e perceptível que a população não consegue usufruir desse direto, tendo em vista, os diversos casos de intolerância religiosa. Dessa maneira, é necessário analisar o atual cenário e perceber que as principais causas da intolerância religiosa estão ligadas a raízes da colonização brasileira e ao individualismo.

A princípio, a intolerância religiosa inicia-se no Brasil, a partir da chegada dos jesuítas português, que impõe o cristianismo ortodoxo aos índios sem ao menos se importarem com a religião ali já existente. Os indígenas eram obrigados a aceitar essa nova religião, pois era uma forma de fugir da escravização realizadas por bandeirares que os caçavam. Com o passar do tempo ocorre uma inevitável diminuição de indígenas, com isso os portugueses trazem africanos para serem escravizados. A partir desse acontecimento as principais religiões, atacadas são de matriz africana, uma vez que os negros sempre foram visto como inferiores as pessoas de pele branca e isso ainda é evidente na sociedade atual.

Outrossim, vale analisar a teoria proposta pelo sociólogo Zygmunt Bauman, na obra “Modernidade Líquida”, onde o individualismo é uma das principais características e maior conflito da pós-modernidade, trazendo como consequência a grande intolerância da população.Esse problema possui contornos específicos no Brasil, onde, apesar da grande miscigenação, existem pessoas que exijam do outro a mesma religiosidade que a sua , caso contrario, não respeitam tal decisão.

Portanto, é de visível importância que a intolerância religiosa seja combatida no Brasil. Para isso, é necessário uma mudança na base da sociedade, logo o  MEC, deve criar programas escolares, que visem contemplar as diferenças religiosas e o respeito a elas, por meio de palestras ou até mesmo peças teatrais. Já para se resolver a questão do individualismo , cabe ao Ministério da Público, promover ações judiciais, coerentes contra atitudes individualistas ofensivas à diversidade de crença. Ambas ações tomadas teremos uma sociedade mais tolerante e respeitosa, que visa não mais o próprio bem estar , mas sim um bem estar coletivo.