ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil
Enviada em 08/09/2020
Coladas na porta da igreja, as 95 teses de Martinho Lutero revolucionaram o cenário mundial a partir do século XVI. Dividido em dois, o cristianismo estava caminhando para o embate ideológico entre protestantes e católicos. A partir daí, derivados do protestantismo foram se fortalecendo e criticando cada vez mais o catolicismo e seus dogmas. 500 anos depois, nada mudou. É notório que a disputa e a intolerância religiosa no Brasil por ambas as partes (católicos e evangélicos) são responsáveis por ofensas e julgamentos etnocêntricos uns com os outros, ferindo a constituição brasileira.
Em primeiro lugar, uma pesquisa feita pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, aponta que 20% dos episódios de intolerância religiosa relatados em 2013 envolveram violência física, ou seja, adeptos de determinada crença chegam ao ponto de agredir fisicamente outro indivíduo apenas por pensar diferente.
Além disso, crimes cibernéticos ligados à religião são cometidos à todo tempo. No mundo virtual, o mais encontrado em redes sociais é o famoso discurso de ódio. Através dele ocorrem xingamentos, ameaças e provocações de todos os lados e a qualquer momento, contra àqueles que diferem-se culturalmente.
Portanto, é mister que o Estado tome providências para melhorar o quadro atual. Para que se possa destruir a intolerância religiosa tanto entre rodas culturais quanto na internet, urge que o Estado, por meio dos três poderes conjuntamente, faça a criação e aprovação de novas leis de alta eficácia, mas também o julgamento justo e coerente do indivíduo que as desrespeitar. Só assim, pela primeira vez desde o confronto luterano com a igreja católica da época, será possível uma convivência harmoniosa entre as incontáveis crenças e culturas dentro da diversidade brasileira.