ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil

Enviada em 08/09/2020

A religião indígena sofreu extremo preconceito dos portugueses cristãos no período da colonização do Brasil. Analogamente a isso, na sociedade contemporânea brasileira, as religiões das minorias enfrentam intolerância. Nessa perspectiva, apesar de existirem avanços acerca da liberdade religiosa no território nacional, ainda há grupos segregados, essa problemática necessita de caminhos de combate.

Em primeiro plano, a liberdade religiosa é garantida no Brasil e deve ser respeitada. Nesse contexto, a Constituição de 1988, conhecida como Constituição cidadã, em seu artigo 5, não só assegura que todos são iguais perante a lei, mas também que é inviolável a liberdade de crença. Dessa forma, é evidente que ocorreram avanços a respeito da religião no país, visto que os índios não possuíam leis para proteger suas crenças religiosas.

Em segunda análise, porém, vê-se que há religiões que, ainda hoje, enfrentam discriminações, dentre elas se destacam as Afro- brasileiras, o que é inadmissível. Nessa óptica, segundo a filósofa Hannah Arendt, só o bem tem profundidade, o mal é banal e se alastra como fungo, ou seja, a intolerância religiosa é o mal que se alastra como fungo na sociedade hodierna. Isso se deve ao desconhecimento da importância da diversidade religiosa para a cultura nacional, assim sendo, é imprescindível caminhos para mitigar esse fungo.

Portanto, a fim de garantir que a intolerância religiosa no Brasil seja combatida, cabe ao Ministério da Educação inserir no plano educacional a abordagem da história e da importância das diferentes religiões, tendo como meio as disciplinas de história, filosofia ou sociologia. Em detalhe, essa abordagem pode ser feita em debates durante as aulas e pode contar com a participação de diferentes estudiosos de religião. O objetivo dessa inserção é desenvolver cidadãos que conheçam as diferentes crenças e consequentemente sejam menos intolerantes. Assim será possível, de fato, se distanciar da intolerância cometida pelos portugueses nos anos de colonização.