ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil

Enviada em 15/09/2020

No livro “Memória Póstumas de Brás Cubas”, o defunto-autor deixa claro que não teve filhos e não transmitiu a nenhuma criatura a herança de sua miséria. Infelizmente, esse pensamento se torna compreensível quando se percebe o quanto a intolerância religiosa vem crescendo no Brasil, fato esse que teve início na colonização do país e mantém suas raízes até os dias atuais.

Em um primeiro momento, é importante lembrar que durante a colonização do Brasil houve uma catequisação forçada dos indígenas e dos negros africanos - trazidos para a colônia - , visto que os invasores tinham uma visão etnocêntrica e se consideravam superiores na raça, na cultura e até mesmo na religião. Esse, então, pode ser considerado um dos principais fatores que leva a intolerância a perdurar até os dias atuais, visto que a crença dos aculturados são as que mais sofrem com a violência e o preconceito de acordo dados da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da Repúplica.

Em um segundo momento, cabe a análise da escolha de políticos conservadores, que tendem a um comportamento contrário à laicidade do Estado e utilizam, inclusive, slogans com sua crença em destaque. Cabe lembrar, portanto, que a Constituição brasileira garante a liberdade de escolha da sua religião e, não permite a utilização da mesma em matéria política.

Fica claro, contudo, que a intolerância religiosa é um problema grave e deve ser combatido. Para que isso aconteça o MEC - Ministério de Educação e Cultura - deve promover palestras para as crianças do Ensino fundamental I e II, explicando de forma didática que a crença é algo pessoal e garantida por lei, para que assim, as mesmas já cresçam sabendo respeitar a escolha do outro. Além disso as plataformas midiáticas devem fazer propagandas que ilustrem e conscientizem a população como um todo. E, por fim, contruíremos um país , que talvez, Brás Cubas desejasse deixar de herança para seus filhos.