ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil
Enviada em 24/09/2020
O escritor Stefan Zweig mudou-se para o Brasil devido às perseguições nazistas na Europa. Nesse contexto, o escritor austríaco foi bem recebido e criou a obra “Brasil, país do futuro”. Contudo, de maneira lastimável, a intolerância religiosa na sociedade brasileira vai de encontro ao texto descrito na obra. Sob esse aspecto, dois fatores são relevantes: o modelo patriarcal da sociedade, como também a falta de empatia das pessoas. Com isso, convém ser analisadas as consequências de tal postura negligente para a sociedade.
Em primeiro plano, é preciso atentar para o espelho venerável presente na questão. Segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. No entanto, observa-se que, desde a colonização do país, o exemplo social brasileiro não têm favorecido todos os cidadãos do país, seja pela cor, religião ou classe social, haja vista que nenhum dos religiosos tem a confiança de andar seguro pelas ruas e bairros das cidades que habitam, tudo isso, pelo medo de serem acometidos a alguma injustiça, tendo como consequência, a falta da diversidade. Também é possível dizer que, em toda crença religiosa deve haver, além da proteção e respeito, o afastamento do interferimento de correntes religiosas em locais públicos, afirma a Constituição da República Federativa do Brasil, isso demonstra que mesmo que a constituição afirme, a tolerância e respeito não são praticados no país.
Outrossim, a falta de empatia do próximo ainda é um grande impasse para a resolução da problemática. Na obra “Modernidade líquida”, Zygmunt Bauman defende que a sociedade cultural é fortemente influenciada pelo individualismo. A tese do sociólogo pode ser observada de maneira específica na realidade brasileira, no que tange ao inclemência religiosa no país. Essa liquidez que influi sobre a questão da carência de igualdade dos brasileiros funciona como um forte empecilho para a sua resolução, tendo em vista que nem todos os cidadãos se importam em amenizar a rigidez sobre as religiões, tendo como consequência o sofrimento de muitos habitantes que são expostos ao problema.
Portanto, para que a tolerância sobre crenças passe a fazer parte da realidade brasileira, medidas precisam ser tomadas. Logo, é necessário que famílias, em parceria com as Prefeituras das cidades, exijam o cumprimento do direito constitucional para a segurança desses crentes. Essa exigência deve ser por meio de greves e reclamações coletivas, com descrição de pessoas que sofrem ou sofreram com esse problema. Além disso, o MEC (Ministério da Educação) deve instituir, nas escolas, palestras ministradas por psicólogos e professores que defendam a tolerância sobre as religiões no Brasil e no mundo. Dessa forma, todos os cidadãos atuarão ativamente na mudança da realidade brasileira.