ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil
Enviada em 28/09/2020
Segundo a Constituição Federal de 1988- norma de maior hierarquia no sistema jurídico brasileiro- a liberdade de crença é assegurada à todos aqueles presentes no território. No entanto, a prática prova o contrário. Isso porque, as aulas de Ensino Religioso nas escolas públicas são ministradas de modo errôneo e diversos preconceitos estão enraizados na sociedade, perpetuando a intolerância religiosa entre os cidadãos.
Em primeiro lugar, é necessário explicar que a ocorrência das aulas de Ensino Religioso nas escolas públicas é errôneo pois a maioria dos profissionais acabam por pregar uma única religião em vez de fazer o aluno conhecer um pouco de cada uma e isso acarreta na falta de um ensino precoce de tolerância. Haja vista que, sem compreender as outras religiões de fato crianças e adolescentes acabam por discriminar aquelas opostas a sua, agravando a questão da intolerância. Segundo o Questionário Diretor Prova Brasil de 2011, embora o Estado seja laico, 51% das escolas tem o costume de fazer orações ou cantar músicas religiosas e 22% tem objetos, imagens, frases ou símbolos religiosos expostos direcionando o aluno a pregar determinada religião. Sendo assim, é visível que um dos obstáculos para superar a falta de tolerância religiosa é a má condução das aulas de Ensino Religioso.
Além disso, a existência de preconceitos enraizados na sociedade brasileira é outro agravante. Isso porque, desde a colonização as religiões afro- brasileiras são vistas como uma forma de bruxaria e com a supremacia de 64,6% de católicos no Brasil, segundo o IBGE, esse quadro se torna difícil de ser alterado, já que foi a religião católica, que de início na colonização, depreciou as religiões afro-brasileiras a mera bruxaria.
Portanto é mister que o Estado tome medidas para amenizar o quadro atual. Para que a tolerância religiosa se torne uma realidade, urge que o Ministério da Educação substitua as facultativas aulas de Ensino Religioso nas escolar públicas por aulas de Ensino Ético, para que os alunos compreendam como cada religião influencia na conduta social do indivíduo e não para que sejam convertidos a uma determinada sendo isso, feito por meio de verbas governamentais, que auxiliarão na compra dos materiais didáticos. Somente assim, a liberdade de crença assegurada pela Constituição terá seus obstáculos reduzidos.