ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil
Enviada em 28/09/2020
O Brasil é um país com grande diversidade religiosa e, concomitantemente, cultural. Diante disso, averígua-se, desde o período da colonização brasileira, um esforço etnocêntrico de catequização dos indígenas nativos, como forma de suprimirem suas crenças politeístas. Tal processo acorreu também com os negros africanos, durante todo contexto histórico de escravidão. Por essa razão, faz-se necessário pautar, no século XXI, o continuísmo desse preconceito religioso.
São inúmeros os casos de intolerância religiosa no Brasil. Para combatê-la, é preciso entender o porquê de sua ocorrência. Ela não se fundamenta apenas em um sentimento de superioridade, como no passado. Está intimamente ligada ao preconceito e aos discursos de ódio, que são cada vez mais difundidos, principalmente na Internet. Embora a constituição e a legislação vigentes assegurem a liberdade e manifestação de crenças religiosas, fiéis de diversas religiões ainda enfrentam a intolerância.
Além disso, percebe-se que certos preconceitos estão enraizados no pensamento humano, a dificuldade que há no homem em aceitar o diferente, principalmente ao se tratar de algo tão pessoal como a religião. Prova disso é a presença da não aceitação das crenças alheias em diferentes regiões e momentos históricos, como nas Cruzadas e no atual Oriente Médio, com os conflitos envolvendo o Estado Islâmico. Desse modo, nota-se que a intolerância não se restringe a um grupo e é, natural ao ser humano, o que, porém, não significa que não deve ser combatida.
Nesse sentido, torna-se evidente, portanto, que é preciso desconstruir o pensamento patriarcal que se construiu na sociedade brasileira, conscientizando-a. Para Kant, o ser humano é aquilo que a educação faz dele. Diante disso, o ensinamento aprofundado da história afro-brasileira nas escolas pode ser um interessante meio para essa conscientização. Além disso, a atuação do Estado na fiscalização das repressões sofridas devido à religião é imprescindível como intervenção no problema.