ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil

Enviada em 01/10/2020

Desde o “Século das luzes”, comumente conhecido como Iluminismo, ocorrido no século XVIII, na Europa Ocidental, teóricos da época pregavam que uma sociedade só progride quando seus cidadãos se mobilizam com o objetivo de solucionar conflitos do corpo social. Não obstante, verifica-se, que o estorvo resultante da intolerância religiosa no Brasil vai de encontro aos ideais iluministas, uma vez que estes prezam pelo desenvolvimento social tendo como pilar o bem-estar, eliminando práticas intolerantes. Dessarte, esta realidade deve-se, essencialmente, à negligência Estatal e ao estereótipo alimentado pelo senso comum, reforçado por grandes e influentes centros religiosos .

Mormente, é fulcral pontuar que o óbice em questão ocorre em função da ineficácia estatal no que se concerne à elaboração de políticas públicas que promovam a ruptura desse sentimento antidemocrático de excluir e subjugar pessoas perante suas crenças religiosas. Consoante a isso, segundo teorias do filósofo Jhon Locke, a intolerância religiosa representa um descumprimento do “Contrato Social”, já que o Estado não cumpre seu papel de garantir que os cidadãos gozem de direitos imprescindíveis, como é o caso de seguir e expressar seus segmentos religiosos, uma vez que acontece uma grande repressão por conta de tal fato. Desse modo, faz-se mister que haja uma reformulação dessa postura estatal.

Outrossim, é imperativo ressaltar que a rivalidade religiosa alimentada por centros religiosos está intimamente relacionada a persistência do imbróglio. Diante disso, o documentário “A Luta Sagrada” ilustra bem o que foi dito. Ele discorre acerca importância do respeito entre os adeptos a diferentes religiões, deixa notório a grande importância da pluralidade religiosa, além da competitividade entre líderes e movimentos religiosos distintos como uma causa para a persistência da problemática. Fora das telas, o documentário pode ser relacionado ao Brasil no século XXI, uma vez que a obra representa de maneira sucinta os males resultantes da intolerância religiosa no mundo. A partir desse ponto de vista, percebe-se que a mídia retrata a causa da questão abordada.

Isto posto, é inegável a necessidade de intervenção no que tange à problemática. Para tanto, o Governo federal, como instância máxima da administração executiva, aliado ao Ministério da Cidadania, por meio de verbas governamentais, deve levar palestras pelo Brasil, alertando a população acerca dos malefícios resultantes da intolerância religiosa, de modo que ocorra a massificação do termo na sociedade, por intermédio de propagandas acerca do tema. Ademais, a mídia como um todo deve promover, em níveis mundiais, palestras educacionais por meio do ambiente virtual, os cursos deverão ocorrer gratuitamente com profissionais capacitados, a finalidade de tal efeito encontra-se em diminuir o número de casos e proporcionar uma consciência coletiva