ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil
Enviada em 06/10/2020
Segundo a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, as religiões afro-brasileiras são as que mais sofrem com a intolerância religiosa no Brasil. Isso se dá pelo fanatismo religioso e pela intolerância contra a diversidade que perduram pelo país.
Em primeiro lugar, é importante enfatizar o enraizamento histórico do Catolicismo na sociedade brasileira, que teve grande influência em decisões políticas e sociais. Essa cultura trouxe consigo um grande número de fiéis que passaram para suas gerações futuras. Entretanto, o livre arbítrio desvia alguns indivíduos das tradições familiares que em sua maioria perde o apoio familiar. Assim, o Brasil se torna um país diversificado religiosamente, e os grupos extremistas são a preocupação, pois algumas vezes cometem atos violentos contra quem os contraria. Dessa maneira, cria-se mais um gênero de violência e logo, aumenta-se as vítimas, tornando o país mais perigoso e anulando a ideia de liberdade.
Sob tal ótica, o mercado de trabalho se torna um obstáculo para aqueles que expõem sua crença publicamente, visto que o empregador pode ser um fanático de outra religião, selecionando apenas os candidatos que condizem com a sua cultura. Essa situação implica na liberdade de expressão e de crenças, bem como, no sistema meritocrático que é falho nessas situações.
Diante disso, é inegável que medidas devem ser tomadas visando garantir o direito à liberdade. Por isso, o Ministério da Cidadania, junto à Câmara Estadual devem incluir no currículo escolar o ensino sobre religiões, a fim de ensinar o respeito e passar o conhecimento das outras crenças para que as crianças aprendam desde cedo a aceitar as diferenças. Essa intervenção deverá ser realizada por meio da inclusão de mais uma aula na grade escolar. Além disso, deve-se enrijecer a pena de prisão, com o intuito de intimidar os agressores e mantê-los pacíficos. Dessa maneira, pode-se obter uma sociedade mais justa.