ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil

Enviada em 28/10/2020

Desde os primórdios coloniais brasileiros, a intolerância religiosa esteve presente na formação social e cultural do país, de modo a serem impostas crenças e costumes aos colonizados. Atualmente, o ideal de supremacia religiosa ainda possui espaço no Brasil, marginalizando socialmente diferentes crenças. Tal evento é potencializado pelas amarras culturais históricas brasileira, ademais, também é fruto da ineficiência judicial no que se refere a punição dos agressores citados.

Antes de mais nada, a prática de excursões religiosas realizadas pela igreja católica em território latino-americano, durante a existência do pacto colonial na América, foram extremamente agressivas às crenças indígenas. Assim, criou-se um falso estereótipo acerca dos nativos, tidos como pessoas sem alma, pelo fato de não partilharem dos ideais religiosos portugueses. Consequentemente, a maioria branca e católica desenvolveu imagens inferiorizadas dos povos brasileiros, que se mantém até os dias atuais, mesmo que de forma menos explícita.

Paralelamente, dados do Datafolha comprovam que cerca de 12% dos casos de intolerância religiosa no Brasil, durante o ano de 2016, foram praticados mais de 1 vez pelo mesmo agressor. Logo, conclui-se que a cultura da impunidade ainda prevalece no país em certos aspectos, e faz prevalecer formas de violência e intolerância, como é o caso de ataques religiosos. Enfim, falhas no sistema legislativo aumentam o receio da vítima ao exercer sua liberdade, uma vez que o praticante do preconceito, muitas vezes seguido de violência física, não é devidamente ressocializado.

Em síntese, a intolerância religiosa ainda assola a liberdade de religiosos brasileiros, logo, é perceptível a necessidade de medidas para reverter a situação. Dessa maneira, é competência do Ministério da Justiça modificar e criar novas legislações, por meio de reformas judiciárias, com o intuito de punir mais severamente os agressores, diminuindo o número de ataques. Só então, o caos criado pelos intolerantes colonizadores será corrigido, de maneira a tornar livre a crença em qualquer poder superior.