ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil
Enviada em 29/10/2020
Apesar de uma das características mais marcantes do Brasil ser a sua diversidade cultural, especialmente religiosa, são comuns os casos de intolerância, preconceito e violência contra doutrinas minoritárias. Desse modo, espaços religiosos são profanados e tem seus praticantes perseguidos. Essas, consequências de práticas herdadas do processo de formação brasileiro e pela falta de conhecimento da população.
Inicialmente, vale analisar que as religiões que mais sofrem com a intolerância são as de matrizes africanas. “Fora macumbeiro, aqui não é lugar de macumba”, frase inscrita em um terreiro de candomblé no Rio de Janeiro, após ato de vandalismo em 2017, um dos 800 atos registrados no estado, segundo a Secretaria estadual de Direitos Humanos. Destarte, fica evidente que a perseguição religiosa se trata não apenas da crença, mas também pelo processo de formação das mesmas.
Ademais, a falta de conhecimento e o individualismo na sociedade, acarretam o aumento da problemática. Embora, existam aulas de ensino religioso na Base Nacional Comum Curricular, o conhecimento acerca das religiões ainda é escasso para a sociedade. Assim como o individualismo, que faz com que a maioria dos sujeitos não aceitem ensinamentos diferentes de suas crenças e convicções. Nesse sentido, é necessário buscar meios de se combater a rejeição a diversidade de crença.
Urge, portanto, que a sociedade e o governo cooperem para reverter a questão. Logo, cabe aos cidadãos repudiar atos intolerantes às crenças religiosas, por meio de campanhas em redes sociais -Instagram, Facebook, TikTok-, de modo a disseminar informações sobre as religiões e desconstruir a prevalência de uma religião sobre as demais. Ainda, ao Ministério Publico, promover ações judiciais em combate a atitudes individualistas que menosprezem a diversidade de fé no Brasil. Desse modo, em consequência da ação conjunta da comunidade e poder público, a prática religiosa será livre e segura se tornando plural e justa.