ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil
Enviada em 27/11/2020
O homem é um ser racional e possui a habilidade de agir em favor da coletividade. Contudo, embora intitulado ético e íntegro sob a perspectiva Humanista durante a Alta Renascença, suas inúmeras práticas antagônicas corroboram o contrário. No que se refere a questão religiosa no Brasil, persiste a intolerância, a qual é resultado de negligências governamentais atrelada à população que segue alienada e com o preconceito enraizado.
Sob essa conjectura, o filósofo Jean-Jacques Rousseau aborda, em sua obra “O Contrato Social”, a responsabilidade do Estado para com os cidadãos. De acordo com a tese rousseauniana, os governantes devem atender as demandas sociais, a fim de proporcionar bem-estar e liberdade aos indivíduos. Todavia, é possível constatar que tais princípios se encontram deturpados, tendo em vista o número expressivo de casos de intolerância religiosa no país.
Ademais, segundo Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, os fiéis de religiões de matrizes africanas são as principais vítimas. Consoante a isso, durante a escravidão no Brasil - onde o catolicismo era a religião predominante - os escravos africanos não podiam expressar sua fé, o que resultou no sincretismo religioso. Dessa forma, o filósofo Michel Foucault afirma “É preciso mostrar as pessoas que elas são mais livres do que pensam para derrubar pensamentos errôneos construídos historicamente”. Logo, fica evidente que uma mudança no pensamento do corpo social é necessária para a solução da mazela.
Averigua-se, portanto, que medidas efetivas devem ser tomadas para a minimização do problema. O Poder Executivo deverá construir delegacias específicas para atender casos de intolerância religiosa, com o objetivo de acolher as vítimas e punir os agressores. As escolas, deverão ministrar palestras e aulas que abordem as diversas religiões existentes, especialmente as africanas, com o intuito de formar alunos mais engajados e conscientes sobre o real valor dessa riqueza cultural.