ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil

Enviada em 24/11/2020

A Constituição Federal - promulgada após o fim da Ditadura Militar - garante direitos básicos a todos os indivíduos, sendo um dos principais a liberdade religiosa. Entretanto, é evidente que há uma discrepância do que é apresentado pelo texto e a realidade brasileira, na medida em que a intolerância religiosa ainda é muito presente e precisa ser combatida. Acerca disso, é necessário destacar que essa intolerância é um reflexo histórico e o ensino formal contribui nessa questão.

Em primeiro plano, pode-se salientar que para combater o impasse da intolerância é preciso analisar as raízes históricas do Brasil. Nesse sentido, é notório que durante o Período Colonial, os portugueses converteram os índios e os africanos escravizados ao catolicismo, devido ao pensamento de superioridade dos europeus. Com isso, os dogmas católicos estão enraizados na sociedade brasileira, o que gera como consequência um preconceito contra as pessoas que não são adeptas a essa religião.

Paralelo a isso, é destacável que as instituições de ensino têm papel fundamental na formação dos indivíduos. Essa visão condiz com o pensamento do filósofo Immanuel Kant, visto que ele afirmava que o homem é aquilo que a educação faz dele. Diante disso, é incontestável que as escolas deveriam discutir abertamente sobre as diversas religiões presentes no Brasil. Todavia, o privilégio da religião cristã é indiscutível, tendo em vista as celebrações natalinas e os demais feriados católicos.

Portanto, medidas devem ser tomadas para combater a intolerância religiosa no Brasil. Assim, é imprescindível que o Ministério das Comunicações divulgue a importância de se conhecer diferentes doutrinas, por meio de palestras públicas - realizadas com representantes das religiões brasileiras -, a fim de diminuir essa intolerância. Ademais, é fundamental que o Ministério da Educação promova a exploração das matrizes culturais afrobrasileiras, por intermédio da mudança da grade curricular - do ensino básico -, com a finalidade de promover maior respeito. Somente assim, o Brasil irá progredir nesse aspecto sociocultural.