ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil

Enviada em 25/11/2020

Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante que, aos olhos da lei, todos os cidadãos são iguais e possuem o direito ao bem-estar social. Entretanto, o cenário diverge do promulgado, uma vez que, na atualidade, a intolerância religiosa atua como principal vilão para que a minoria não desfrute desse direito na prática, colocando o indivíduo em cenários difíceis e, muitas vezes, em segundo plano. Nesse contexto, questões morais como a insuficiência das leis e sociais como falta de mentalidade, devem ser postar em vigor, a fim de serem devidamente compreendidas e combatidas.

Convém ressaltar, em primeiro plano, que o problema advém, em muito, da insuficiência das leis. Segundo o filósofo Aristóteles, a poética deve ser usada de tal modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. Paralelo a isso, é notório que, no Brasil, a perseguição, no que diz respeito a religião, rompe com essa harmonia: de um lado, o que é previsto pela constituição sobre o princípio de isonomia, o qual defende que todos são iguais e devem ser tratados de forma una, do outro, diversos cidadãos que utiliza uma falsa ideia de hierarquia para disseminar ofensas e a exclusão da pluralidade religiosa brasileira.

Outrossim, é válido destacar que o preconceito religioso e a falta de empatia são um dos principais agentes impulsionadores do problema. De acordo com Durkheim, o fato social é a maneira coletiva de agir e de pensar. Nesse sentido, a falta de mentalidade da população colocam o indivíduo como responsável da propagação de tal malefício, ao seguir a lógica do sociólogo: uma criança que vive em uma família cuja conduta tenha como base o preconceito, tende a adota-lo também pela vivência em grupo. Conquanto, é notório que tal problemática dá continuação a inferioridade, hierarquia e preconceito, mostrando que ainda perpetua, no Brasil, anos de lutas sem uma mudança de fato.

Portanto, é mister que órgãos responsáveis tomem providências para amenizar o quadro atual. Desse modo urge que o Ministério da Educação crie, por meio de verbas governamentais, companhas publicitárias, tanto nas escolas, como para a população no geral, que visam explicar e inferir a importância da diversidade religiosa e advirtam aos propagadores sobre a quebra da cláusula constitucional, punindo os envolvidos de maneira totalmente legal. Ainda cabe ao Governo Federal construir centros ou delegacias específicas para crimes de ódio contra as religiões, a fim de minimizar a intolerância religiosa. Só assim o Brasil irá dar um passo à frente para um país de igualdade e respeito diante a sua pluralidade coletiva, assim como consta a declaração de 1948.