ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil
Enviada em 27/11/2020
Segundo o filósofo Montaigne, “chamamos de bárbaro aquilo que não faz parte de nossos costumes”. Tal reflexão, feita há cerca de 500 anos, se encontra atual no Brasil, que, com tamanha diversidade religiosa, persiste com a discriminação à pessoas de credo diferente, seja pela herança eurocêntrica do brasileiro, seja pela falta de educação durante a formação do indivíduo.
Ao olhar para o passado, vemos que desde o início da sociedade brasileira, o preconceito religioso encontra-se presente. Durante a invasão francesa ao rio de janeiro os invasores instalaram-se na ilha de Guanabara, sendo os homens compostos de crenças diferentes(católicos e reformadores), a empreitada não vingou, incapazes de conviverem em harmonia.
Segundo o filósofo iluminista Rosseau, o ser humano em sociedade necessita possuir uma vontade que se caracteriza pela defesa do interesse coletivo, sendo papel do estado fornecer uma educação que vise construir um cidadão empático e tolerante com os costumes religiosos estranhos ao seu.
Portanto, é fundamental que, o Estado, por meio do Ministério da Educação, promova uma grade curricular nas escolas com enfoque à ética e respeito a diversidade religiosa. Ademais toda a sociedade, dotada de uma vontade em consonância com o bem comum, deve sempre ao presenciar determinada injustiça, intervir e denunciar a autoridades. Entre as ações do poder público e sociedade, iremos, desta forma, caminhar rumo a uma sociedade mais justa e igualitária, afastando-nos de sucumbirmos como os franceses em Guanabara e superando o preconceito eurocêntrico descrito por Montaigne.