ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil
Enviada em 29/12/2020
O Brasil é considerado um estado laico desde 1890, início da primeira república, que, por meio de um decreto, promoveu a separação da Igreja Católica Romana e o Estado. No entanto, apesar de mais de um século da promulgação do decreto, a intolerância religiosa, infelizmente, é rotineira principalmente com as religiões de matriz africana. Isso deve-se, a singularidade religiosa presente no período colonial brasileiro, mas também na falta de conhecimento e transparência com relação as outras religiões minoritárias ascendendo o preconceito a essas crenças.
Em primeiro lugar, é valido afirmar que o Brasil, no seu período de dominação portuguesa, era figurada apenas a religião católica romana. Nesse contexto, outras crenças, mais precisamente, as de matríz africana como o Candomblé e a Umbanda eram proíbidas pela coroa portuguesa de serem praticadas, além de serem demonizadas pela sociedade da época. Tal fato ainda é, infelizmente, vivenciado no atual cenário brasileiro, pois, embora o Brasil tenha se tornado um país laico, os praticantes dessas crenças continuam sendo marginalizados, como exemplo da lider Doné fernanda que teve seu terreiro em Buzios, Rio de Janeiro apedrejado quatro vezes, confirmando que o preconceito ainda é presente. Assim, é imprescindível a efetiva punição aos infratores, como forma de coibir novos casos de violência por motivação religiosa.
Outrossim, é preciso entender que a falta de transparência e de conhecimento em relação à outras crenças minoritárias inflam ainda mais a discriminação. Nessa perspectiva, no livro " O diario de Anne Frank" é abordado, por meio de relatos, a perversidade do regime nazista em relação à fé judaíca, uma vez que o desconhecimento e a discriminação levaram os nazista a tortura e matar os judeus por cultuarem sua fé. Esse fato histórico, mostra como a ignorância em relação as outras religiões pode levar o preconceito à violência como fora o holocausto.
Dessa forma, para combater esse problema é necessário que o diálogo e o conhecimento da diversidade religiosa seja ensinado desde cedo. Para isso, é preciso que o Ministério da Educação e Cultura, promover oficinas e debates dentros das escolas e universidades, levando um membro representante de cada religião para contar a história da sua religião, como forma de promover o diálogo entre das diversas religiões cultuadas no Brasil e inibir o preconceito que assola boa parte delas. Assim, é possível vencer a ignorância que promove o preconceito e a discriminação e não permitir que um holocausto seja visto mais uma vez na história.