ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil
Enviada em 03/01/2021
Conhecida como “Cidadã”, por ter sido concebida no processo de redemocratização, a Constituição Federal foi promulgada em 1988 com a sua promessa de assegurar os direitos de todos os brasileiros, inclusive de que todos devem ser tratados igualmente. No entanto, apesar da garantia constitucional, nota-se que a intolerância religiosa no Brasil configura-se como uma falha no princípio da isonomia. Sendo assim, percebe-se que os caminhos para combater essa intolerância possui raízes amargas no país, devido não só ao descaso do governo, mas também à falha educacional familiar.
Deve-se destacar, de início, a falha estatal como um dos complicadores do problema . Nesse sentido, Segundo Rousseeau, na obra “Contrato Social”, cabe ao Estado viabilizar ações que garantam o bem-estar coletivo. Conquanto, observa-se, no Brasil, que o preconceito religioso rompe com as defesas do filósofo iluminista, uma vez que indivíduos que seguem determinadas religiões sofrem violência constantemente. Dessa forma, é inaceitável que, em pleno terceiro milênio, a liberdade de crença seja impedida, violando o que é exigido constitucionalmente.
Outro ponto relevante nessa temática, é a educação que não é atribuída desde o âmbito familiar para a formação de uma mente tolerante. Para Kant, o carácter do homem tem como base a educação. Desse modo, o sujeito, ao estar imerso à um local em que não é ensinado a respeitar as diversidades presentes no corpo social, torna-se um intolerante devido à falta de moral que não foi imposto no ambiente doméstico.
Portanto, algo precisa ser feito com urgência para amenizar a questão. Posto isso, cabe ao Poder Executivo, em parceria com o ministério da justiça, criar delegacias especializadas em crimes de ódio contra a religião, a fim de promover segurança, além de aumentar a pena para quem praticar preconceito religioso. Ainda, cabe à família instruir seus filhos a respeitar toda e qualquer religião, visando educar suas crianças e jovens, diminuindo, assim, a desarmonia presente na sociedade. Dessa maneira, esse problema será gravemente erradicado, pois, conforme Gabriel O pensador,” Na mudança do presente a gente molda o futuro”