ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil
Enviada em 14/03/2021
Relativismo Religioso: conceito desconhecido no Brasil.
Por volta do ano de 1500, com a chegada dos portugueses ao Brasil, foi notório o desrespeito europeu às crenças dos nativos brasileiros, uma vez que os primeiros tentaram impor a sua religião forçadamente aos povos indígenas. Hodiernamente, a intolerância religiosa ainda é uma realidade no Brasil, parte pelo desconhecimento do relativismo cultural por parte da população, parte pelo descaso governamental com essa questão.
Em primeiro plano, a negligência do relativismo cultural por parte da população se configura como impasse no combate a intolerância religiosa no Brasil. Isso porque, para a sociologia, o preconceito surge do etnocentrismo, achar que sua cultura é superior às demais, oposto ao relativismo cultural, que é considerar que nenhuma religião, tradição ou costume é superior aos outros, apenas diferente. Infelizmente, evidencia-se que uma grande parte da população brasileira é etnocêntrica e não relativista com a questão religiosa, agravando o problema.
Além disso, o descaso das autoridades com a questão religiosa no Brasil alimenta o problema, uma vez que aumenta o desânimo das vítimas para registrar oficialmente seus casos, o que é comprovado pelo Ministério dos Direitos Humanos, segundo o qual, os casos de preconceito religioso tem aumentado, mas as denúncias, diminuído. Tal problema contrasta com a Constituição Federal Brasileira de 1988, que prevê liberdade de credo a todos, evidenciando a displicência do governo com esse grave problema.
Conclui-se, portanto que as escolas, como principal fonte de informação de boa parte das crianças e jovens, por meio de disciplinas como sociologia e ensino religioso, ensinem a desconstruir o preconceito com diferentes costumes e crenças, com objetivo de formar adultos não preconceituosos. Ademais, é dever do Ministério dos Direitos Humanos, juntamente com o Ministério da Justiça, promover um sistema mais eficaz de combate à intolerância religiosa no Brasil, por meio da contratação de profissionais que melhor solucionem o problema das vítimas. Dessa forma, o etnocentrismo ficará apenas como marco na história do país e serão dirimidos os problemas supracitados.