ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil

Enviada em 15/03/2021

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, diz que toda e qualquer pessoa tem o direito à liberdade e à opinião. Contudo tal prerrogativa não tem sido cumprida na prática, uma vez que a sociedade tende a julgar e discriminar indivíduos que possuem crenças ou pensamentos diferentes dos da maioria. Diante dessa perspectiva, cabe uma análise ao porquê as pessoas tendem a colocar sua religião  acima de todas as outras, e como isso afeta a convivência em sociedade.

Em um primeiro momento, deve-se ressaltar que a intolerância religiosa no Brasil é um problema que pode ser considerado fruto da história, visto que durante o Brasil Colônia e Brasil Império os povos indígenas e africanos eram vistos como inferiores e sua cultura era desprezada, já os povos europeus, por estarem no poder, se consideravam superiores e culturamente evoluídos. Essas marcas históricas podem ser observadas até os dias de hoje, como mostrado pela Secretaria dos Direitos Humanos em uma pesquisa realizada em 2014, em que as religiões afro-brasileiras continuam sendo as mais discriminadas, enquanto as com origem europeia pendem a ficar mais abaixo na lista.

Em segundo plano, é fundamental apontar  o Estado como principal impulsionador  da intolerância no Brasil. Segundo Aristóteles, filósofo grego, a política tem como função preservar a integração entre os indivíduos da sociedade, porém isso não tem sido executado corretamente, já que na atual crise política brasileira, a sociedade está segregada em polos opostos, e ao invés de medidas para unicar a população, o governo prefere separa-la ainda mais, como observado no Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MDH), no qual sua ministra já tomou diversas decisões questionáveis em prol de seus dogmas religiosos. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar,  em razão de que uma entidade importante como uma ministra, precisa se comportar de forma neutra, sem favorecer determinada religião ou lado, dado que isso pode colaborar para uma sociedade ainda mais polarizada.

Depreende-se portanto, a necessidade de combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível, que o MDH sofra uma reformulação completa comandada pelo governo federal, e a partir desse pressuposto, o novo MDH, por intermédio de campanhas publicitárias, deve conscientizar a população sobre a diversidade e incentivar a inclusão, a fim de normalizar e promover a interação entre pessoas, mesmo que suas religiões ou opiniões sejam diferentes. Assim, consolida-se uma sociedade mais justa e igual, onde o Estado se alinha com as ideias de Aristóteles e passa a respeitar os Direitos Humanos.