ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil

Enviada em 27/03/2021

Embora já seja um crime passível de punição, como previsto no artigo de número 208 do Código Penal, a intolerância religiosa só vem se fazendo ainda mais presente na sociedade brasileira. O crime é tão grave que a ONU proclamou o dia 22 de agosto como o “Dia Internacional em Memória das Vítimas de Atos Baseados em Religião ou Crença”, o Brasil, apesar de ter apoiado a criação desta data, ocupa o 7º lugar no ranking mundial de intolerância religiosa, segundo dados fornecidos pela agência de notícias G1.

Apesar de possuirem um dos menores números de seguidores, cerca de 2% da população brasileira, como consta a Pesquisa Datafolha, realizada para o jornal “Folha de São Paulo”, as religiões de matriz africana são, de longe, as mais atacadas. Somente no ano de 2015, diversos casos de intolerância religiosa foram registrados no país, sendo um dos mais chocantes o caso de uma jovem, de 11 anos, que foi atingida por uma pedra na cabeça ao voltar para casa após um culto, pelo simples fato de estar trajando vestimentas religiosas típicas do Candomblé. Dessa forma, fica evidente que pela falta de conhecimento e excesso de preconceito, a intolerância religiosa é um problema, que, infelizmente, só tende a aumentar.

Portanto, em vista dos fatos supracitados, torna-se evidente que a intolerância religiosa é um problema de segurança pública que precisa ser contido com urgência. Nesse prisma, cabe ao Ministério da Segurança, intervir e prevenir atentados à determinados grupos da sociedade, através da criação de leis mais severas e distribuição de patrulhas pelas cidades, para prevenirem e evitarem novos ataques. Além disso, também cabe ao Ministério da Educação incluir nas grades curriculares aulas de religião, focadas em apresentar as diferentes religiões que existem mundo afora, para que as crianças cresçam com o entendimento de que todas as religiões, apesar de diferentes entre si, merecem o mesmo respeito.