ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil

Enviada em 09/04/2021

A Revolta dos Malês foi um conflito de escravos que aconteceu na cidade de Salvador no século XIX. Sendo assim, a maior revolta de escravos do Brasil buscava liberdade, incluindo a religiosa, já que naquele período, religiões que não eram Cristãs estavam proibidas. Dessa forma, atualmente, mesmo com a Constituição brasileira permitindo a liberdade religiosa, a intolerância persiste por causa de uma lenta mudança da mentalidade social.

Em primeiro lugar, é importante destacar que apesar de haver leis que assegurem a liberdade religiosa o preconceito continua. De acordo com o Ministério da Mulher, Familía e Direitos Humanos, em 2019 as denúncias de intolerância religiosa aumentaram 56% no Brasil, evidenciando que embora esteja previsto na Constiuição o princípio de isonomia, no que todos devem ser respeirados, na prática não é executado totalmente. Logo, nota-se que as medidas para amenizar o problema não são suficientes.

Consequentemente, a intolerância no país insiste por não haver disciplinas educacionais que visam a pluralidade e importância de cada religião. Segundo o filósofo Immanuel Kant, ‘‘O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele’’, comprovando a necessidade das escolas como princípio fundamental para a formação dos indivíduos. Assim, quando a sociedade continua agindo de forma preconceituosa é preciso ensinar na base escolar como a diversidade religiosa afeta o direito de liberdade.

Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Para que a intolerância religiosa no Brasil diminua, urge que o Ministério da Educação crie uma disciplina escolar imersa na pluralidade religiosa, para evidenciar a importância histórica de diversas religiões e como elas contribuem para a sociedade, por meio de debates e com capacitação técnica de professores, a fim de que a liberdade religiosa possa ser praticada, assim como garante a Constituição brasileira.