ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil
Enviada em 11/04/2021
O filósofo francês Sartre defende que cabe ao ser humano escolher seu modo de agir, pois este seria livre e responsável. No entanto, percebe-se a irresponsabilidade da sociedade no que concerne à questão da intolerância religiosa. Dessa forma, observa-se um cenário desafiador, seja em virtude da falta de conhecimento, seja pela má influência midiática.
Em primeiro plano, evidencia-se que a falta de conhecimento é um grande responsável pela complexidade do problema. Nesse sentido, o filósofo Schopenhauer defende que os limites do campo de visão de uma pessa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Isso justifica outra causa do problema: se as pessoas não têm acesso à informação séria sobre a intolerância religiosa, sua visão será limitada, o que dificulta a erradicação do problema.
Em segunda análise, a má influência da mídia apresenta-se como outro fator que intervém na dificuldade de efetivação do tema. Conforme Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão. Nessa perspectiva, pode-se observar que a mídia, em vez de promover debates que elevem o nível de informação da população, influencia na consolidação do problema.
Por tudo isso, faz-se necessária uma intervenção pontual no problema. Assim, especialistas no assunto, com o apoio de ONGs também especializadas, devem desenvolver ações que revertam a má influência midiática sobre a intolerância religiosa. Tais ações devem ocorrer nas redes sociais, por meio da produção de vídeos que alertem sobre as reais condições da questão, comparando o tratamento que a mídia da com relatos de pessoas que de fato vivenciaram tal problema. E possível, também, criar uma “hashtag” para identificar a campanha e ganhar mais visibilidade, a fim de conscientizar a população sobre as consequências do tratamento que determinados canais de comunicação dão ao assunto. Talvez, assim, seja possível construir um país de que Schopenhauer pudesse se orgulhar.