ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil
Enviada em 18/04/2021
A constituição federal de 1988 assegura à população brasileira direitos como a liberdade de expressão e a liberdade religiosa. No entanto, isto tem se mostrado insuficiente para combater a intolerância religiosa, no Brasil, seja por conta do sentimento de superioridade dos indivíduos, seja pela falta de conhecimento acerca das religiões praticadas no país.
A priori, o sentimento de superioridade pode fazer com que os indivíduos que praticam a religião mais difundida no Brasil, o catolicismo, sintam-se melhores do que os praticantes de outras religiões. Nesse sentido, o psicólogo Alfred Alder, discípulo de Freud, cunhou o termo “complexo de superioridade”, no qual a pessoa que portasse tal complexo estaria tentando compensar sensações de inferioridade que lhes são intrínsecas. Logo, se tratando de religião, o indivíduo que carrega o sentimento de superioridade pode, sim, manifestá-lo em forma de intolerância, por ver no outro ou na outra religião, qualidades que não enxerga em si ou na própria crença.
Além disso, a falta de conhecimento sobre outras religiões leva a sociedade a cria e reproduzir pre conceitos. Dessa forma, criam-se estereótipos, principalmente tratando-se de religiões menos difundidas, como as afro-brasileiras ou islâmicas, o que torna comum frases como “olha a bomba”, ao avistar um muçulmano, ou “essa pessoa está com o Exu no corpo” posto que, na realidade, para os adeptos da umbanda, Exu é uma entidade religiosa, tal como Jesus Cristo é, para os cristãos. Dito isso, percebe-se que a falta de informações acerca de outras religiões, dificulta o combate a intolerância religiosa.
Portanto, faz - se necessário que o Ministério da Educação, aliado as mídias de massa e escolas, proporcione saraus e palestras a fim de disseminar conhecimento à população, de todas as faixas etárias, sobre a importância, características, e qualidades, de todas as religiões praticadas no Brasil. Assim, preparando a população para refletir e superar possíveis complexos de superioridade e, consequentemente traçando caminhos mais seguros ao combate a intolerância religiosa .