ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil

Enviada em 30/04/2021

De acordo com a Constituição da República Federativa do Brasil, de 1988, em seu artigo 5º, está previsto a liberdade de consciência e de crença e assegurado o livre exercício dos cultos religiosos. Entretanto, essa realidade se mostra distante do contexto social no Brasil. Além disso, a intolerância religiosa no pais vem crescendo de uma forma demasiadamente acelerada. Contudo, a falta de investimentos nas escolas públicas e a ineficácia na estruturação da grade curricular, tem contribuído para o agravamento dessa problemática.

Em um primeiro momento, é necessário ressaltar o contexto histórico da 2ª Guerra Mundial, entre 1939 e 1945, no qual Adolf Hitler, figura principal do conflito, manifestava-se totalmente intolerante aos judeus, negros e a suas liturgias. Além disso, foi protagonista da maior chacina em perseguição ao um povo e sua cultara já registrado no cenário mundial. Diante disso, a falta de investimentos na escolas públicas começa a demonstrar os efeitos colaterais de uma nação que não se preocupa em ter a educação como um pilar principal de sua estrutura social. Bem como, a falta de cultura do cidadão tem como uma de suas consequências a intolerância com as pessoas que fogem do senso comum imposto social, pois a ignorância sempre se mostrou uma arma poderosa usada pelos políticos.

Outrossim, uma pesquisa realizada pelo IBGE ( Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em parceria com o Ministério da Cidadania, no ano de 2019, demonstrou que 75% dos cidadãos que não são adeptos ao catolicismos já sofreram algum tipo de discriminação ou até mesmo intolerância por sua crença ou descrença em uma religião. Ademais, a deficiência em montar uma grade curricular com matérias opcionais, desde aos primeiros anos nas escolas públicas, tem contribuído para uma formação de repetidores e não de críticos sociais. Ainda mais, um país que pauta seus valores em uma constituição igualitária não pode ser passivo em questões tidas como intolerância ou racismo.

Logo, faz-se necessário que medidas sejam tomada para que a falta de investimentos nas escolas públicas e a estruturação da grade curricular possam ser minimizadas, para que temas como a intolerância não seja mais uma realidade. Portanto, o Ministério da Educação, juntamente com as secretarias estaduais e municipais, deve promover campanhas de inclusão cultura para que, com o conhecimento histórico, as pessoas possam ser mais tolerantes aos contextos que fogem do senso comum, isso deve ser feito por meio de gincanas escolares, com participação da família, e reuniões escolares periódicas. com a finalidade de forma cidadãos mais cultos e tolerantes ao tido como “diferente”. Atrelado a isso, o Ministério Público tem o dever de fiscalizar e tornar efetiva a prestação de tal direito para que de falto, o país possa evoluir e demonstrar a sua real diversidade cultural.