ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil

Enviada em 30/04/2021

De acordo com o inciso VI, artigo 5°, da Constituição Federal de 1988 é objetivo fundamental da República Federativa do Brasil assegurar o livre exercício dos cultos religiosos e sua proteção. Entretanto, tendo em vista a atual situação do país, observa-se que tal objetivo não é realizado, uma vez que grande parte dos brasileiros sofrem com a intolerância religiosa, o que dificulta a efetiva democratização desse meio pelo tecido social brasileiro. Diante disso, deve-se analisar como a ineficiência governamental e a falta de liberdade de expressão provocam a problemática em questão.        Em primeiro lugar, é válido ressaltar que a ineficiência estatal contribui para a intolerância religiosa. Isso acontece porque o Estado deixa de cumprir o artigo 5° da Constituição Cidadã, pois não garante de maneira eficaz a segurança desses indivíduos. Nesse viés, de acordo com o jornal “Brasil de Fato”, as denúncias religiosas aumentaram 56% no Brasil em 2019, sendo religiões de todos os avanços progressistas decorrentes no Brasil a questão a questão religiosa continua sendo um problema e afetando muitos indivíduos. Logo, conforme Pedro de Santi, psicanalista e mestre em filosofia na USP, a lei é parte interessada, ou seja, não é lei é perseguição criando um ambiente de corrosão social. Consequentemente, instituindo a população a não crer na justiça suprema, mas sim no ato de se autodefender.

Em segunda análise, é fundamental enfatizar que a falta de liberdade de expressão corrobora para o problema. Isso acontece, pois parte da população está interessada na defesa somente de seus ideais e costumes, isto significa que aquilo que não o interessa lhe incomoda. Nesse sentido, há o exemplo da “Mãe Gilda de Ogum” integrante do candomblé, a qual faleceu em decorrência de um ataque motivado por intolerância religiosa. Em vista disso, consoante ao psicanalista supracitado, o que o indivíduo vê no outro, mas não vê em si, gera revolta. Por consequência, o Brasil é um país miscigenado e multicultural, dessa forma, é necessário a difusão de várias culturas sem restrição e intolerância.

Depreende-se, portanto, que a ineficiência governamental e a liberdade de expressão contribuem para o problema em questão. Sendo assim, o governo juntamente com o Ministério das comunicações-órgão responsável pelas telecomunicações brasileiras- promover políticas públicas. Isso por meio de campanhas e palestras publicitárias nas mídias sociais e televisivas, a fim de orientar a população sobre a importância da diversidade religiosa e do respeito com o outro para o bem-estar de todos. Além disso, o Ministério da Educação deve intervir nas escolas difundindo a tolerância e o conhecimento de todas as religiões. Como efeito, é de se esperar que esse problema seja atenuado cumprindo assim, o artigo 5° da Constituição de 1988.