ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil
Enviada em 17/05/2021
Ao dizer que “Nenhuma qualidade humana é mais intolerável do que a intolerância”, o poeta e pensador italiano Giacomo Leopardi, afirma que a intolerância é uma das piores malezas que o ser humano pode carregar consigo. Trazendo essa afirmação para os dias atuais, podemos associa-lá às religiões brasileiras e suas constantes lutas por igualdade e respeito.
Sob o mesmo ponto de vista, alegar que o Brasil é um Estado laico, contradiz a realidade de grande parte da população, principalmente a de negros e adeptos de religiões de matriz africana, como o Candonblé e a Umbanda. Certamente, essa inflexibilidade está diretamente ligada à xenofobia e ao fanatismo religioso, uma vez que, o medo do desconhecido e a vontade de defender a qualquer preço sua crença, sem se importar com as consequências físicas e psicológicas que serão causadas, ocorrem com frequência neste país.
Em virtude dos fatos mencionados, conclui-se que a exclusão social também influencia na persistência desta intransigência, visto que, tudo aquilo que se difere do senso comum, é reconhecido como ameaça, agravando-se e gerando cada vez mais conflitos e violência.
Tendo em vista o artigo 5º, VI previsto na Constituição Federal que assegura o livre exercício dos cultos religiosos e garante a proteção aos locais de culto e suas liturgias, fica evidente a nessecidade de medidas que venham conter a intolerância religiosa em questão.
Portanto, cabe ao governo implantar medidas socioeducativas com o intúito de informar e estabelecer o diálogo em redes de ensino, além de promover campanhas públicas conscientizando a população de tal importância. Cabe também à mídia comunicativa, ultilizar de sua grande infuência, para levar este debate à mais pessoas, através de posts em redes sociais e propagandas. Somente assim, teremos um país onde toda, e qualquer religião, seja aceita.