ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil
Enviada em 04/05/2021
De acordo com o inciso VI, artigo 5°, da Constituição Federal de 1988 é objetivo fundamental da República Federativa do Brasil assegurar o livre exercício dos cultos religiosos e sua proteção. Entretanto, tendo em vista a atual situação do país, observa-se que tal objetivo não é realizado, uma vez que grande parte dos brasileiros sofre com a intolerância religiosa. Diante disso, deve-se analisar como a ineficiência governamental e o preconceito provocam a problemática em questão.
Em primeiro lugar, é válido ressaltar que a ineficiência estatal contribui para a intolerância religiosa. Isso acontece porque o Estado deixa de cumprir o artigo 5° da Constituição Cidadã, pois não garante de maneira eficaz a segurança desses indivíduos. Nesse viés, de acordo com o jornal “Brasil de Fato”, é possível exemplificar tal fato, visto que, denúncias religiosas aumentaram 56% no Brasil em 2019, sendo religiões de todos os avanços progressistas decorrentes no Brasil, ou seja, a questão religiosa continua sendo um problema. Logo, conforme Pedro de Santi, psicanalista e mestre em filosofia na USP, a lei é parte interessada, isto significa que, não é lei é perseguição, criando um ambiente de corrosão social. Consequentemente, instituindo a população a não crer na justiça suprema, mas sim no ato de se autodefender.
Em segunda análise, é fundamental enfatizar que o preconceito de expressão corrobora para o problema. Isso acontece, pois parte da população está interessada na defesa somente de seus ideais e costumes, isto significa que aquilo que não o interessa, lhe incomoda. Nesse sentido, há o exemplo da “Mãe Gilda de Ogum”, integrante do candomblé, a qual faleceu em decorrência de um ataque motivado por intolerância religiosa. Em vista disso, consoante ao psicanalista supracitado, o que o indivíduo vê no outro, mas não vê em si, gera revolta. Por consequência, o Brasil é um país diversificado, porém, é necessária a difusão e aceitação de várias culturas para combater a intolerância religiosa.
Depreende-se, portanto, que a ineficiência governamental e o preconceito contribuem para o problema em questão. Sendo assim, cabe ao governo, juntamente com o Ministério das comunicações - órgão responsável pelas telecomunicações brasileiras - promover políticas públicas. Isso por meio de campanhas e palestras publicitárias nas mídias sociais e televisivas, a fim de orientar a população sobre a importância da diversidade religiosa e do respeito com o outro para o bem-estar de todos. Além disso, o Ministério da Educação deve desenvolver aulas e debates nas escolas, sobre as diversas religiões existentes no país, para estimular, desde a mais tenra idade, o conhecimento e a compreensão do indivíduo. Como efeito, é de se esperar que esse problema seja atenuado cumprindo, assim, o artigo 5° da Constituição de 1988.