ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil
Enviada em 17/05/2021
A Inquisição Católica e a Caça às Bruxas no Brasil foram diferentes períodos que enfatizaram a intolerância religiosa na sociedade. Contudo, mesmo com a evolução social durante o passar dos anos, esse problema ainda se faz presente através de agressões físicas e verbais que podem gerar homicídios e destruição de patrimônio em alguns casos. Nesse sentido, torna-se cada vez mais visível a necessidade de erradicar o preconceito religioso entre a população brasileira.
Na contemporaneidade, as principais religiões que sofrem com essa discriminação são as de matriz africana, como a umbanda e o candomblé, que sofrem preconceito desde o tempo da expansão marítima portuguesa, quando os africanos foram vistos como um povo sem alma e que precisavam da salvação do Deus católico. Assim, naquela época, ficou ainda mais forte a ideia de que a religião católica deveria ser considerada única e universal. Portanto, mesmo com a definição do Brasil como estado laico na constituição de 1890, ou seja, um estado imparcial com relação às questões religiosas, é possível notar hipocrisia por parte dos governantes através de missas de celebração pelo governo, o que faz parecer que, na verdade, o Brasil ainda continua sendo um país cristão.
Além disso, outra principal causa está relacionada aos seguidores de diferentes vertentes, que insistem na manutenção do preconceito e muitas vezes criam falsos estereótipos, como, por exemplo, fazer ligação entre muçulmanos e terroristas. Por outro lado, ainda que existam pessoas intolerantes em diferentes grupos, um exemplo recorrente está relacionado a religião cristã, onde o mandamento bíblico que diz “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” se torna algo insignificante quando o indivíduo contradiz o que tenta defender através da prática de desrespeito por não aceitar diferentes decisões e opiniões.
Portanto, é notável que a intolerância religiosa interfere na boa convivência social. Por isso, é necessário o poder judiciário, como parte de um estado laico, crie uma lei onde não se faz obrigatório o ensino religioso para alunos que não participam da religião ensinada em sala. Além disso, o governo e o ministério da educação, devem criar projetos escolares relacionados a filosofia, sociologia e história, contratando profissionais da área para serem ensinados os problemas relacionados a essa categoria de preconceito e que as próximas gerações se tornem cada vez mais tolerantes.