ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil
Enviada em 06/05/2021
Durante a Idade Média, a igreja católica criou o tribunal do Santo Ofício, que propagava um sistema de combate a qualquer tipo de heresia (qualquer pensamento contrário a fé cristã) e bruxaria, como maneira de repreensão, pessoas eram mortas ou sofriam os castigos decididos pela instituição. De modo análogo, é perceptível na modernidade a persistência do pensamento intolerante em relação as vertentes religiosas existentes na sociedade, o imbróglio ocorre seja pelo fator histórico discriminante, seja pela ausência de diálogo governamental com a população a respeito da problemática.
Primeiramente, segundo Harriet Martineau, primeira mulher socióloga, ao analisar a sociedade deve ser considerados seus aspectos sociais e históricos, assim, é necessário compreender situações ocorridas no decorrer da história que relacione o pensamento de superioridade com as ocorrências de intolerância. Por exemplo, a Segunda Guerra Mundial foi fundamentada em um discurso de ódio contra uma parte da população, entre este grupo, estavam os judeus. Além disso, no período de colonização do Brasil os negros vindos da África eram obrigados a abandonar sua religião e se converterem ao cristianismo, após o fim da escravidão os ex-escravos ficaram marginalizados pela sociedade, e com isso a doutrina afro-brasileira também. Logo, é perceptível que religiões tentaram ser silenciadas em título da soberania.
Outrossim, é cabível ressaltar que a ONU (Organização das Nações Unidas) em sua declaração dos direitos humanos afirma que todos são iguais em dignidade e direito, em adição, a Constituição federal de 1988 garante a liberdade religiosa e a igualdade jurídica. Assim, torna-se relevante os meios para diminuição do preconceito. Além disso, a falta de diálogo governamental com a população acerca dos casos de crimes baseados em repúdio as existentes crenças corroboram o pensamento agressivo e a vulnerabilidade daqueles que sofrem os julgamentos. De maneira a exemplificar, segundo a escritora brasileira Djhamila Ribeiro, um problema só pode ser solucionado quando ele sai do campo da invisibilidade.
Portanto, é importante a mudança desse cenário. Assim, faz-se necessário que o Governo Federal por meio de propagandas televisivas anuncie uma campanha contra a violência religiosa, que afirme que o ato preconceituoso é crime, e passando as devidas orientações de como lidar caso seja vítima. Com a finalidade de, que dessa forma as ocorrências de intolerância religiosa sejam reduzidas, e também, para que episódios de violência e segregacionismos não ocorram como no passado.