ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil
Enviada em 18/05/2021
Desde os tempos remotos, mais precisamente com a descoberta do Brasil por parte dos portugueses, estes, presenciaram a diversidade cultural dos povos nativos. Entretanto, o catolicismo tendo como objetivo expandir seus ideais, subjulgaram a religião dos povos nativos, dando-se, início ao processo de catequização, afim de que adotassem a fé cristã. Em análogo a tal fato histórico, é nítido que a intolerância religiosa perssiste até aos dias atuais, visto que, grande parte da sociedade brasileira se nega a reconhecer e respeitar as diferenças em crenças e opiniões, fazendo-se uso dos discursos de ódio e violência física. Ademais, a precária imposição do governo frente a tal situação dificulta a convivência social, já que, é obrigação dos estado garantir o bem estar de todos.
Em primeira análise, é inquestionável ressaltar a forte influência que os grupos sociais possuem sobre seus membros, o que resulta na propagação de seus ideais. No entanto, tal influência acaba aprisionando a sociedade em uma “bolha ideológica”, no qual, se negam a compreender e aceitar os dierentes dogmatismos que compõem a sociedade brasileira, fazendo-se uso das agressões psicológicas e físicas remontando o período do antigo Império Romano, haja visto, que os cristões eram perseguidos, e muitas vezes mortos. Diante desse cenário, convêm lembrar que o Brasil é fruto de uma missigenação, logo, o país possui ampla diversidade cultural e religiosa, no qual, é indispensável a tolerância para o conviveu pacífico. Infelizmente, tal expectativa, só fica no campo imaginário, de acordo com a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, entre 2011 e 2014 receberam 75 denúnciasde intolerância religiosa de vítimas afro-brasileiras, logo, fica evidente que a matrix africana, é uma das mais impactadas pela disseminação de ódio.
Diante desse cenário, é nítido que a intolerância religiosa causa perdas a sociedade, oprimindo a origem brasileira. Nesse viés, o governo como órgão pacificador e laico deve romper com a visão arcaica existente. Entretanto, tal perspectiva não passa de uma utopia, haja visto, a mínima ação do poder público a proteção do cidadão, e assegurar a legitimidade da livre manifestação religiosa, carecendo assim de medidas urgentes para contornar tal situação e assegurar os direitos dos cidadões.
Portanto, o governo como órgão mediador necessita de soluções para tal impasse. Logo, este deve primeiramente promover palestras e debates nas escolas a respeito das diferenças religiosas e missigenações, que abrangem o estado brasileiro, além, da necessidade da contratação de professores de filosofia e sociologia capacitados, para que se possa difundir o conhecimento acerca de se respeitar a ideologia de cada cidadão. Ademais, é indispensável que a população se auto consientize a respeito da tolerância religiosa, já que, é direito de cada cidadão o livre árbitrio.