ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil

Enviada em 29/05/2021

A partir do período colonial, iniciado em 1530, chegou no Brasil as missões jesuíticas que tinham o intuito de conquistar fiéis para o cristianismo. Além disso, essa missões contribuiram para o início da intolerância religiosa no território brasileiro, que ainda é evidente no século XXI, e encontra desafios para ser superada. Isso se deve à lacuna educacional aliada à naturalização social frente a comportamentos intolerantes.

Em primeiro lugar, vale salientar a lacuna educacional como causa desse problema. De acordo com Immanuel Kant, filósofo prussiano, a sociedade é o reflexo da educação que lhe é oferecida. Logo, seguindo a lógica de Kant, uma sociedade pautada na intolerância religiosa é consequência de uma educação falha que não debate sobre a importância do respeito à diversidade religiosa no Brasil. Faz- se necessário modificar essa estrutura.

Em segundo lugar, aponta-se a banalização social como contribuinte do tema em questão. Segundo o sociólogo Pierre Bourdieu, hábitos são ações que se tornam naturais, mesmo que maléficas, em um meio social. Nessa perspectiva, a prática da intolerância religiosa tornou-se banalizada na sociedade brasileira, refletindo na opressão de diversas religiões, como a de matriz africana, assim como ocorria no período colonial , caracterizando a privação da liberdade de expressão. Urge moldar tal realidade.

Em síntese, medidas são necessárias para amenizar esse impasse. Portanto, cabe ao Ministério da Educação- órgão responsável por organizar e fornecer uma educação de qualidade a sociedade, promover, por meio de um projeto educacional, palestras com sociólogos  sobre a diversidade religiosa no Brasil e a importância de  garantir o respeito a todas elas afim de tornar os jovens estudantes, futuro da nação, indivíduos mais tolerantes e ativos em motivar o respeito as diferenças. Por fim, seguindo esses caminhos, a intolerância será amenizada.