ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil

Enviada em 05/06/2021

A Contituição Federal de 1988 - norma de maior hierarquia no sistema jurídico brasileiro - assegura a todos os cidadãos a liberdade de crença. Todavia, na prática, tal garantia não se encontra plenamente efetivada no corpo social, uma vez que a intolerância religiosa se caracteriza como um grave empecilho para a nação. Nessa ótica, com o fito de combater esse panorama nefasto, se mostra incontestável que o Estado e a sociedade sejam contribuintes para a solução dessa problemática.

A princípio, é necessario discutir mais sobre a intolerância religiosa nas instuições de ensino. Isso porque, atitudes preconceituosas, no que tange a religião, ainda se mostram massivamente presente na vida das pessoas, sendo uma das principais vítimas de discriminação, as religiões de matrizes africanas, seja pela aversão aplicada nessas, seja pela falta de conhecimento no que se refere as diversas crenças existentes no Brasil. Dessa forma, a lamentável permanência dessa conjuntura se confirma quando menciona-se o Período Colonial, no qual tribos indígenas já eram menosprezadas devido às suas crenças. Logo, a costrução de uma sociedade que difere do paradigma português é medida que se impõe, visto a laicidade do estado.

Ademais, convêm ressaltar outra estratégia para combater este quadro: a prática da tolerância e do respeito na população contemporânea. Tendo em vista que, o conceito de Aristóteles, o qual afirma que todo sujeito é um animal político, que está acostumado a viver em coletividade, não condiz com o atual cenário brasileiro, visto que a opressão vivenciada pelo indivíduo por causa de sua religião evidencia uma comunidade extremamente individualista. Dessa maneira, percebe-se que a rejeição à diversidade de crença é inaceitável, em decorrência do pluralismo cultural vigente no Brasil, sendo, tal intolerância, por sua vez, um obstáculo à convivência harmônica entre pessoas. Assim, é fundamental que a população busque alternativas atenuantes para o melhor exercício da realidade apresentada pelo fiósofo grego.

Portanto, urge que certos preconceitos, enraizados na popoulação, sejam desconstruídos da cultura brasileira. Nesse viés, concede ao Ministério da Educação, potencializar nas escolas públicas e privadas o estudo sobre as diferentes religiões contidas no mundo, como também intensificar, desde das séries iniciais, o ensino acerca da empatia e do respeito, em função de sua importância, por meio de palestras e debates com especialistas no assunto, a fim de que todo cidadão, independentemente da escolha religiosa, seja respeitado no corpo social. Feito isso, será possível a formação de uma nação que desfrute dos elementos elencados na Magna Carta.