ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil
Enviada em 01/07/2021
São Tomás de Aquino defendeu que todas as pessoas precisam ser tratadas com a mesma importância. Contudo, a questão da intolerância religiosa contraria a perspectiva do filósofo, uma vez que, no Brasil, alguns grupos sociais são vítimas de discriminação constante. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema de contornos específicos, cuja diminuição é dificultada em virtude do legado histórico e da falta de conhecimento.
Em primeira análise, o legado histórico mostra-se como um dos desafios à resolução do impasse. Nessa lógica, de acordo com o pensamento de Claude Lévi-Strauss, só é possível interpretar adequadamente as ações coletivas por meio do entendimento dos eventos históricos. Nesse sentido, a inclemência espiritual, mesmo que fortemente presente no século XXI, apresenta raízes intrínsecas à história do Brasil e do mundo, sobretudo, na idade média, o que dificulta ainda mais sua resolução. Portanto, para sua diminuição, é preciso romper com esse preconceito histórico, enraizado na mentalidade social.
Além disso, outra dificuldade enfrentada é a questão da falta de conhecimento. Nesse prisma, o filósofo Schopenhauer defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Isso justifica outra causa da adversidade, visto que se as pessoas não têm acesso à informação séria sobre o preconceito religioso sofrido por alguns grupos sociais brasileiros, seu ponto de vista será limitado, o que dificulta a erradicação de tal óbice.
Logo, a fim de minimizar intolerância religiosa no brasil, medidas precisam ser tomadas. Para que isso ocorra, o Ministério da Cultura deve desenvolver campanhas de conscientização, por meio de palestras em escolas e praças públicas. Assim sendo, essas palestras devem expor relatos de vítimas do problema e, também, precisam ser ministradas por especialistas no assunto, com o objetivo de trazer mais lucidez sobre o tema. Ademais, nessas articulações é preciso discutir a compreensão dos eventos históricos no combate ao preconceito religioso, a fim de erradicar, de maneira eficaz, tal problemática. Por fim, é necessário que a comunidade brasileira olhe de forma mais otimista pra diferença, pois, como constatou Hannah Arendt: “A pluralidade é a lei a Terra”.