ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil

Enviada em 06/07/2021

No Brasil Colonial povos africanos foram bruscamente retirados de seu local de origem e, consequentemente, também impedidos de realizarem suas práticas religiosas. Hoje, ainda, pouca coisa mudou: as religiões de matrizes africanas são as que mais sofrem ataques discriminatórios. Sobretudo, isso ocorre em razão da raiz histórica citada (escravidão) e ao não cumprimento constitucional, que assegura liberdade de expressão a todos.

Assim, ressalta-se que o preconceito racial ainda é fortemente enraizado socialmente –inclusive no setor religioso. Enquanto o catolicismo, por exemplo, trazido pelos brancos, era um fator de “civilização”, as religiões africanas, como o candomblé, foram menosprezadas pelos europeus devido à sua associação etnocêntrica  como sendo algo “ruim”.Tendo em vista esse passado, pode-se compreender o porquê da atual conjuntura social, que menospreza a África e glorifica a Europa.

Soma-se, ainda, que esse elitismo religioso fere a constituição brasileira e é sinal de desrespeito à ela, ao ferir, também, um dos direitos fundamentais –que é a liberdade de crença alheia. Assim, o preconceito, mais uma vez, atua como concretizador do ferimento de direitos e descumprimento de deveres, como o respeito, que são fundamentais a toda e qualquer nação.

Dessa forma, conhecendo-se as causas, foca-se na intervenção governamental que deve ser feita pelo Ministério da Justiça, a fim de, simplesmente, fazer-se valer do óbvio e assegurar atos constitucionais. Isso deve ser feito por meio de penas mais rígidas a pessoas que discriminarem por religião.  Essa informação deve ser amplamente divulgada ( por TV, rádio, internet) para que todos saibam e pensem mais.