ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil

Enviada em 08/07/2021

O conflito relacionado à intolerância cultural, religiosa e social não é recente no Brasil: ainda em 1500, no período de colonização, os portugueses consideravam as práticas religiosas dos indígenas que aqui viviam, como inferiores, fato que perdura aos dias atuais e, por isso, demanda intervenções. Diante disso, é imperioso ressaltar as principais motivações para tal problemática: a cultura de preconceito amplamente difundida e a dominação de classes superiores, que não viabiliza a igualdade de culto.

Em princípio, convém ressaltar o costume vigente praticado no corpo social brasileiro que influencia no comportamento dos indivíduos: o preconceito cultural, disseminado como forma de repúdio a religiões diferentes da maioria - como africanas e evangélicas. Segundo o político africano Nelson Mandella, o hodierno aprende a odiar, função que não lhe é biológica. Outrossim, a não- aceitação de fundamentos socioculturais provém de um hábito instaurado na sociedade. Logo, é inadmissível sua continuidade.

Ademais, as ideologias das classes dominantes representam grande empecilho para a superação do impasse, visto que elas comandam de forma implícita os valores da sociedade brasileira, o que sustenta atos de violência e indiscriminação contra manifestações religiosas diversas. De forma análoga à Idade Média, quando a Igreja Católica (importante expoente social da época), condenava à fogueira sujeitos de denominações consideradas ‘‘bruxarias’’. Desse modo, nota-se que a repulsão às religiões é fomentada pela dominação de grupos influentes na conjuntura política.

Urge, pois, que medidas sejam tomadas com o intuito de se coibir o problema discorrido. Portanto, cabe ao Ministério da Justiça elaborar um estatuto de proteção ao culto brasileiro, por meio de leis que punam ações reprimidoras e promovam igualdade de tratamento, a ser executado em todo o país, a fim de colaborar com o bem - comum e a livre expressão das religiões existentes no território nacional. Com isso, espera-se mais respeito e garantia de liberdade cultural no Brasil.