ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil
Enviada em 28/07/2021
O Holocausto, foi um dos maiores acontecimentos da história relacionado com a intolerância religiosa, o evento contou com o genocídio de judeus pelos nazistas, resultando em seis milhões de mortos. Por conseguinte, após esse evento as pessoas passaram a estar mais atentas com casos de intolerância, porém, muitas pessoas ainda são perseguidas por suas crenças e opiniões. Isso se deve ao fato de as pessoas não aceitarem a diferença, e com seu instinto humano declaram ódio sobre aquilo que não aceitam, assim nascem conflitos e guerras.
Em primeira análise, sabe-se que casos de intolerância se iniciam por preconceitos ou por uma opinião própria sobre o que é mentira ou verdade na existência humana. O filme “Deus não esta morto” retrata a história de um menino cristão que ao ingressar nas aulas de filosofia de um professor ateu, se viu diante de situações onde era obrigado a negar sua fé apenas para não reprovar. Em analogia, muitas escolas passam por situações de doutrinação contra uma crença específica, o que estimula sentimentos de superioridade, ódio e preconceito.
Ademais, atualmente vive-se em uma era digital, onde encontra-se milhares de debates, acusações, opiniões e até soluções de problemas. Porém, um dos pontos negativos desta era são os movimentos de oposição e os preconceitos formados sobre crenças, de modo que, incentivam as pessoas a opinarem sobre as escolhas religiosas de outras, ao invés de discutirem sobre os verdadeiros problemas atuais. Já afirmava Karl Marx que “A religião é o ópio do povo”, afirmando que a religião acalma e distrai as pessoas dos problemas. De maneira análoga, a discussão sobre qual religião está correta ou errada, tira o foco das mazelas da sociedade atual.
Desse modo, cabe ao MEC e aos usuários das mídias sociais tomarem providências contra o preconceito e intolerância religiosa. Assim, devem ser realizadas nas escolas palestras sobre respeito às igualdades e deve haver fiscalização, por parte dos diretores, contra a doutrinação. Além disso, devem ser iniciados movimentos nas mídias sociais, incentivando as pessoas a aceitar suas diferenças e focarem e outros tópicos como corrupção ou tabus, por exemplo a exposição infantil nas mídias. Com o objetivo de apaziguar o preconceito e evitar que eventos catastróficos como o holocausto voltem a acontecer.