ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil
Enviada em 28/07/2021
O Mito da Caverna, do filósofo Platão, é uma alegoria a qual representa um grupo de pessoas que se recusam a enxergar a verdade a respeito do mundo, em virtude do medo de abandonar a zona de conforto. Em alusão à citação, percebe-se a mesma problemática na realidade brasileira no que concerne à persistência da intolerância religiosa, fenômeno negligenciado e insuficientemente combatido. Nesse sentido, é preciso analisar os caminhos para erradicar esse problema, por meio da atuação legislativa e midiática.
Em primeira análise, é lícito afirmar que a intolerância relgiosa encontra terra fértil na lacuna legislativa. Nesse viés, o filósofo John Locke traz uma importante contribuição para o assunto ao afirmar que as leis foram feitas para os homens, e não para as leis. Sob tal óptica, é nítida a necessidade de participação do Estado no combate ao problema, uma vez que a ausência de leis voltadas para a questão do preconceito religioso permite a perpetuação dessa conjuntura. Assim, é preciso a elaboração de regras rígidas, como multas severas, nos casos desse tipo de discriminação.
Outrossim, outro fator que contribui para a continuação dessa problemática é a falta de atuação midiática. De acordo com o sociólogo Pierre Bordieu, o que foi feito para ser instrumento de democracia não pode ser convertido em instrumento de opressão. Desse modo, é essencial a participação dos veículos de informação, por meio da difusão de notícias e matérias jornalísticas acerca da intolerância religiosa. Dessa forma, será possível conscientizar a população sobre a gravidade desse crime, as punições dadas a ele e a necessidade de denunciar os casos.
Em suma, medidas são imprescindíveis para combater o preconceito religioso. Dessa maneira, é preciso que a mídia atue por meio de campanhas publicitárias e matérias jornalísticas focadas na questão da intolerância religiosa, as quais devem contar com a participação de vítimas reais dessa discriminação. Com isso, será possível conscientizar a população, que tem como papel reivindicar a elaboração de penas mais rígidas por parte do Estado. Portanto, poderá ser consolidado um Brasil que preza pelo respeito a todas as formas de crença.