ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil
Enviada em 29/08/2021
A Constituição Federal de 1988 garante que todos os indivíduos têm liberdade para praticarem seus cultos religiosos sem sofrerem nenhum tipo de preconceito. Entretanto, a discriminação da sociedade e a má formação educacional são como uma barreira que impede que religiosos mulçumanos e de matrizes religiões africanas - que mais sofrem com a intolerância religiosa- usufruam dessa constituição. Por isso, essas causas constituem um desafio que de ser resolvido pelo Estado.
Em primeira análise, a ignorância social é um problema presente no combate a intolerância de crenças no Brasil. Nesse sentido, a protagonista muçulmana da série “Elite” é vítima de descriminação religiosa quando é privada de entrar na escola por estar usando hijab, vestimenta tradicional islâmica. O ocorrido com a principal personagem pode ser presenciado no corpo social brasileiro, visto que, apesar dos africanos, que são em grande parte praticantes do candomblé – de origem africana-, terem sido importantes figuras na formação do Brasil no período colonial, ainda é praticada a intolerância religiosa com esses fiéis – que tem como principal causa: a falta de conhecimentos. Dessa forma, a ignorância contribui com a marginalização dessas crenças.
Outrossim, a má formação educacional também é um entrave para o combate a intolerância religiosa. De acordo com Thomas Hobbes, o Estado tem o dever de garantir o bem-estar social dos indivíduos, mas essa não é a realidade brasileira quando se analisa o número crescente de fiéis vítimas de violência por seguirem suas doutrinas. Essa problemática ocorre, pois, não há debates e nem representações nas escolas, tal como candomblé e islã, como há com o cristianismo quando são feitas apresentações natalinas nos colégios, por exemplo, fazendo com que as pessoas tenham ainda menos informações sobre as religiões do Oriente Médio e de matrizes africanas - crenças que mais sofrem com a discriminação religiosa-, fomentando frases preconceituosas como “todo muçulmano é terrorista”. Desse modo, fica evidente o déficit educacional.
Portanto, é essencial que o estado tome providencias que amenizem o quadro atual. Para a ignorância social e para a falta de representações em colégios, urge que os Ministérios dos Direitos Humanos (MDH) e da Educação (MEC) criem, por intermédio de verbas governamentais, projetos sociais que informem o corpo social brasileiro sobre a importância de respeitar a diversidade religiosa brasileira e que sejam divulgadas pelas escolas, a fim de alcançar mais pessoas e assim cessar com a problemática da intolerância religiosa no Brasil. Somente dessa maneira, a Constituição Federal de 1988 terá mais chances de ser respeitada.