ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil

Enviada em 31/08/2021

A fé não costuma falhar

No livro de João Guimarães Rosa “Campo Geral” a personagem Mãitina se apresenta como uma ex-escrava, ao se referir a sua fé de matriz africana os outros personagens constantemente utilizam os termos “feitiçaria” e “bruxaria”, apesar da obra se passar no Brasil do século 20 a intolerância religiosa ainda persiste no país. Diante disso percebe-se que a ignorância a respeito das religiões, leva à atitudes que ferem direitos que deveriam estar sendo assegurados pelo Estado.

Entretanto, apesar de a Repúlica Brasileira se apresentar como uma democracia, um direito importante vem sendo negado à população: o Estado Laico. Com a presença da bancada evangélica no Congresso defendendo pautas que favorecem suas crenças, sem bancadas de outras religiões para que haja um equilíbrio, o Estado Democrático é ferido.

Embora o povo brasileiro seja fruto de miscigenação, e que religiões divergentes entre si convivam como uma só nação, o slogan do atual Presidente da República Jair Bolsonaro “Deus acima de tudo e Brasil acima de todos” reafirma a hegemonia cristã presente no país, além de aumentar a insegurança de não praticantes do Cristianismo. Afinal, o líder de Estado é um modelo para sua população.

Conclui-se assim, que a falta de conhecimento sobre as diversas crenças religiosas somada com as políticas não seculares contidas no Congresso Nacional, tem com resultado altos números de casos de intolerância religiosa no país. Portanto, cabe ao Ministério da Educação implementar como matéria obrigatória na matriz curricular das escolas brasileiras o ensino religioso, onde os alunos aprenderiam sobre todos os credos existentes, evitando assim o preconceito e as falsas verdades. Além da proibição pelo Tribunal Superior Eleitoral da candidatura de líderes religiosos em qualquer cargo político.