ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil

Enviada em 14/09/2021

A intolerância religiosa não é uma invenção atual, visto que, durante a Santa Inquisição ocorreu a Caça as bruxas, evento que matou milhares de mulheres por não seguirem o catolicismo. Dessa maneira, a intolerância religiosa se perpetuou até a atualidade, de forma que, em muitos casos tem relação direta com o racismo, além de ferir a liberdade indivídual.

Em primeira análise, vale lembrar que o Brasil foi um país escravocrata por mais de 300 anos, tendo como principal “fonte” a mão de obra africana. Em decorrência disso, o racismo contra os povos escravizados fez  surgir o preconceito contra práticas desses, incluindo a religião, o que reflete nos dias atuais. A exemplo disso, está a pesquisa publicada pela Secretária dos Direitos Humanos, a qual mostra que cerca de um terço dos fiéis que são vítimas de discriminação cultuam religiões afro-brasileiras, o que explicita o racismo enraizado contra esses povos.

Além disso, vale ressaltar que de acordo com a Constituição vingente, o Estado é laico, ou seja, todas as formas de fé são livres e devem ser respeitadas. No entanto, não é o que acontece na prática, já que, em diversos casos, fiéis de determinadas religiões se veem “parcialmente livres” para expressar sua fé, pelo medo do estigma que poderão sofrer. Como exemplo disso, está a afirmação do ativista Nelson Mnadela o qual afirma: " Liberdade parcial não é liberdade". Logo, aqueles que são discriminados por conta de sua religião não possuem liberdade religiosa.

Portanto, a partir de tais reflexões é notória a necessidade de buscar por caminhos que combatam a intolerância religiosa no Brasil. Para isso, é necessário que o Ministério da Educação com investimentos promova palestras educativas quanto a diversidade de religiões, principalmente nas escolas públicas, com intuito de explicar que cada religião deve ser respeitada e livre de qualquer preconceito. Assim, poderemos viver em um país mais tolerante e livre para expressar suas crenças.