ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil

Enviada em 26/09/2021

Após o descobrimento do Brasil, em 1500, iniciou-se a missão dos jesuítas em território brasileiro, que tinha por fundamento a catequização dos índios -estes que, aos olhos catolicistas, eram considerados pagãos- esse etnocentrismo religioso da Igreja Católica perdurou até a oficialização da laicidade no Brasil, porém, antes, influenciou o preconceito às matrizes africanas na era colonial. Em contrapartida, atualmente, é assegurado pelo Estado o direito à liberdade religiosa, no entanto há medidas que devem ser tomadas, mediante a incidência da intolerância religiosa, a saber: o preconceito enraizado e a falta de informação sobre as religiões.

Antes de tudo, a discriminação vem de uma cultura de preconceitos étnicos enraizados na sociedade. Isso se dá devido a aspectos históricos, pois com o advento da escravidão, no século XVIII, a elite branca e a Igreja Católica queriam afastar, e banalizar, tudo o que era trazido junto com os escravizados da África, com isso estes demonizaram as religiões de matrizes africanas. Por consequência, a umbanda e o candomblé são tidos como “do mal” até os dias atuais, por causa do reflexo do passado, culminando o preconceito a estes, visto a falta de informação sobre esses movimentos religiosos.

Ademais, a falta de educação sobre as diversas religiões eleva a intolerância religiosa. Nesse caso, não só as religiosidades afro-descendentes são afetadas, mas também outras -como a evangélica- por causa da discriminação a pregação deste grupo, que é -por falta de entendimento- confundido com o catolicismo, acarretando o preconceito e violência física para estes, sobretudo o depredamento e furto de templos e igrejas. Por isso, é preciso que na educação escolar seja tratado todas as religiões para, então, acabar com a intolerância, dando fim a todo e qualquer preconceito.

Desse modo, é necessário que medidas sejam tomadas para acabar com a discriminação no Brasil. E para que isso aconteça, importa que o Ministério da Cultura, juntamente com o Ministério da Educação, insira nas escolas um programa de ensino religioso que vise, principalmente, o ensino fundamental, com o intuito que esses alunos cresçam entendidos a respeito das religiões e, assim, não criem estereótipos destas. Em adição, o Ministério da Cultura, para alcançar não só os jovens, mas também a população adulta, deve fazer propagandas educativas por meio das mídias comunicativas (rádio e TV), no fito de informar a sociedade. Porque somente assim preconceitos como o da Igreja Católica com outras religiões cessarão e as pessoas terão plena liberdade para fazerem seus cultos religiosos sem temer a discriminações.