ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil

Enviada em 19/10/2021

Para o sociólogo Habermas, a democracia propicia a tolerância religiosa, uma vez que há a convivência com a diversidade. Porém, a realidade no Brasil é outra, casos de intolerância religiosa são registrados a todo momento. Logo, observa-se que essa intolerância é causada por um fanatismo religioso, que tenta anular a crença de outro indivíduo e tem levado a uma violação dos direitos humanos e a casos de violência.

Nesse contexto, a intolerância religiosa no Brasil já começou na colonização, quando a Igreja Católica impôs sua crença nos indígenas e escravos. Isso mostra uma tendência histórica de uma religião estar sempre em posição de mais importância que outras. Essa imposição está ligada ao fato de que alguns religiosos manifestam um sentimento de fanatismo, que os levam a acreditar que suas crenças são as únicas a serem consideradas e que, portanto, a fé do próximo está errada e deve ser excluída. Sendo assim, esse fanatismo leva a casos de intolerância com religiões distintas.

Ademais, a intolerância religiosa traz consequências sérias para a sociedade. Em um recente caso, uma família da religião candomblé foi agredida física e verbalmente por um motorista de aplicativo, que era contra sua fé. Esse caso foi uma afronta ao direito básico, garantido na Constituição, da liberdade religiosa e mostra que o problema ainda está presente no país, apesar de estar colocado como crime e que a dignidade dos cidadãos está ameaçada pela intolerância de certos religiosos.

Portanto, cabe ao Ministério da Educação introduzir nas escolas primárias uma disciplina que traga para as alunos o conhecimento de várias religiões cultuadas no Brasil. Essa medida deve ser feita por meio de palestras recorrentes de pessoas integrantes de cada religião discutida e, para tanto, é necessário que as escolas planejem eventos, nos quais essas pessoas poderão mostrar que suas cranças devem ser respeitadas. Os efeitos de tal medida será não só a criação de uma geração mais informada e consciente, mas também a redução de casos de intolerância.