ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil

Enviada em 07/10/2021

Os judeus foram as principais vítimas das violências cometidas pelos nazistas no século passado. Isso demonstra que a intolerância religiosa esteve presente em um dos maiores crimes contra a humanidade. No entanto, essa problemática ainda persiste no Brasil, assim se torna necessário a implementação de ações contra essa forma de preconceito. Nesse sentido, os desafios enfrentados consistem em modificar um imaginário etnocêntrico e garantir a preservação das variadas religiões existentes no país.

Nessa perspectiva, a ideia compartilhada por grupos de que suas crenças são superiores as demais, dificulta o combate à intolerância religiosa. Seguindo essa linha, a colonização brasileira evidenciou vários desrespeitos contra religiões de matrizes africanas, em consequência de um pensamento de superioridade cultural tido por parte dos adeptos ao cristianismo. Dessa forma, algo semelhante ao período colonial ocorre na atualidade, por isso é fundamental desconstruir a noção de que uma crença é a melhor.

Além disso, é de suma importância preservar a diversidade religiosa, já que o apagamento de uma

religião é uma forma de violência simbólica. Nesse viés, o filósofo francês Michel Foucault defende que a sociedade é coagida a se comportar de acordo com as vontades  dos detentores dos instrumentos de monitoramento. De forma análoga, a religião dominante  é imposta à população mediante discursos construídos pelas classes mais altas e as ideias foram propogadas ao logo da história do Brasil. Sendo assim, para cuidar das diversas religiões é importante reconhecer e modificar essas narrativas.

Portanto, é necessário alterar pensamentos de preconceito relacionados às religiões, na intenção de combater a intolerância religiosa. Nesse âmbito, cabe ao Ministério da Educação implementar um programa educacional de ensino das crenças presentes no país, por meio da inclusão de uma matéria na grande curricular, com o objetivo de reduzir o preconceito religioso. Tal ação deve ser acompanhada pela oferta de palestras abertas para toda sociedade, já que o público adulto também precisa ter contato com a temática.  Desse modo, o estado vai contribuir para a redução de casos de violência contra grupos religiosos.