ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil
Enviada em 17/10/2021
“Amor por princípio, a ordem por base; o progresso por fim”. Esse lema positivista, formulado pelo filósofo francês Auguste Comte, inspirou a frase política “Ordem e Progresso” exposta na bandeira nacional. No entanto, o cenário desafiador vivenciado no Brasil representa uma antítese à máxima do símbolo pátrio, uma vez que os caminhos para combater a intolerância religiosa — grave problema a ser enfrentado pela sociedade — resulta na desordem e no retrocesso do desenvolvimento social. Desse modo, não só a negligência do Estado, como também a falta de empatia — reflexo do individualismo — solidificam tal mazela.
A princípio, é interessante pontuar que a negligência do Estado é uma das causas do problema no país. De acordo com a Constituição Federal de 1988, a livre escolha da religião é um direito social. Nesse sentido, imagina-se que a tolerância religiosa é garantida por tais direitos, pois o indivíduo não pode sofrer descriminação ou ser posto em uma situação de inferioridade por não seguir a doutrina do próximo. No entanto, infelizmente, o Estado não atua em defesa do ponto de vista previsto constitucionalmente, já que grande parte da sociedade ainda sofre com essa paridade. Esse sofrimento ocorre pela universalização da religião católica por parte da mídia, e pela rejeição estatal em não destinar um programa para solucionar a problemática. Portanto, é inadmissível a ineficácia do Governo em não defendias as garantias básicas da população verde-amarela.
Além disso, essa adversidade encontra terra fértil no individualismo e na falta de empatia. Isso é devido ao fato de que o indivíduo é facilmente influenciado pela grande mídia. Na obra “Modernidade Líquida”, Zigmun Bauman defende que a pós - modernidade é fortemente influenciada pelo individualismo. Em virtude disso, há, como consequência, uma barreia entre as religiões, pois desde a colonização da América os nativos eram obrigados a seguir a doutrina do catolicismo, tendo como consequência o preconceito enraizado contra outras religiões, principalmente as de origem africana. Ademais, essa questão que influi sobre o combate a escolha pessoal da religião a ser seguida funciona como um forte impencilho para sua resolução.
Portanto, são necessárias medidas capazes de resolver essa intolerância presente no Brasil. Para isso, é necessário que o Congresso Nacional — por intermédio de veículos digitais de comunicação, como o Instagram e Facebook — crie um programa de conscientização e espalhe nas mídias, para que a pululação se torne ciente do óbice atual e que tenham a informação como uma ferramenta para saná-lo. Assim, será consolidada uma sociedade em que o Estado desempenha corretamente seu papel social, bem como o Brasil andará rumo à ordem e ao progresso.