ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil

Enviada em 13/10/2021

A Constituição Federal de 1988 - norma de maior hierarquia no país - prevê, além da laicidade do Estado, a liberdade religiosa como inerente aos cidadãos. Entretanto, no Brasil hodierno, a necessidade de busca por caminhos para o combate à intolerância religiosa tem se mostrado imprescindível, visto que não houve a superação dos preconceitos com as diferenças religiosas, sendo necessário analisar uma das causas e consequência por trás da intolerância no país.

Em primeira análise, cabe ressaltar a escravidão no Brasil colônia. Nesse sentido, os africanos escravizados trouxeram religiões afro-descendentes para o país e, desde então, tornou-se ainda mais recorrente a prática discriminatória e de perseguição às religiões diferentes das disseminadas pelos jesuítas. Na contemporaneidade, as religiões de matriz africana continuam sendo as principais vítimas do preconceito religioso e, embora a Carta Magna puna tal crime, os episódios de violência contra sentimentos relogiosos específicos são frequentes, deixando-se de assegurar a laicidade do Estado e seguindo padrõs consoantes ao do Brasil colonial.

Outrossim, a prática recorrente da discriminação traz consequências inafiançáveis. Dentro desse contexto, atitudes violentas contra religiões que não são cristãs não são consoantes com a Constituição do Brasil, porém mostram-se presentes na vida da população miscigenada, evidente, por exemplo, no “Bonde de Jesus”, grupo que atacava casas de religiões afro-descendentes por considerá-las erradas, discriminando religiões divergentes, assim como feito pelos jesuítas há séculos.

Portanto, depreende-se a necessidade de caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil. O Estado, em parceria com o Ministério da Educação, por meio de verbas públicas, deve inserir aulas de ensino religioso na grade escolar, objetivando que os alunos tomem conhecimento das diferentes religiões do mundo, com aulas ministradas por teólogos sobre tolerância aos dogmas religiosos e escolha individual, afim de propagar a liberdade de culto expressa na Carta Magna.