ENEM 2016 - 1ª Aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil

Enviada em 15/10/2021

O livro O Cidadão de Papel", de Gilberto Dimenstein, propõe tirar o automatismo do olhar e enxergar as mazelas sociais que afligem o Brasil contemporâneo. Nessa perspectiva, é necessário entender que a intolerância religiosa afeta grande parte da população brasileira. Assim seja pelo preconceito exacerbado, seja por contribuir para o aumento da violência, o problema exige uma reflexão urgente.

Convém salientar, de início, que o preconceito entre povos de diferentes culturas e costumes religiosos é um entrave que precisa ser mitigado. Desse modo, é possível salientar que apesar do Brasil ser um país portador de uma enorme diversidade étnica, o preconceito ainda se faz presente no mundo contemporâneo, pois grande parte das pessoas, principalmente afro-brasileiras, evangélicas e espíritas, são marginalizadas e tratadas como indivíduos não dignos de viver em sociedade de forma harmônica. E, como consequência, há o agravamento de um problema social, visto que a maior parte da população que não concorda com alguma ideologia religiosa diferente da que acredita, criticam e ofendem todo e qualquer tipo de religião a qual não se encontram. Logo, é substancial a mudança desse cenário.

Ademais, é possível salientar que a incompreensão reliogiosa corrobora para o aumento da violência. Nesse sentido, é importante ressaltar que tal fato advém de heranças históricas no país, como a época das cruzadas, reforma luterana e perseguições judaicas, pois todo e qualquer povo que manifestasse suas crenças eram perseguidos e mortos em praças públicas. Analogamente, o que se percebe é justamente essa ideia de intolerância religiosa, pois segundo o site oficial do G1, muitos povos são agredidos, maltratados e excluídos diariamente, e nos piores casos, são mortos. Sendo assim, é inaceitável que essa situação se perpetue na sociedade contemporânea.

Infere-se, portanto, que são necessárias medidas capazes de mitigar o problema. Para tanto, é imperiosa uma ação do governo junto às mídias televisivas, que deve, através de campanhas e palestras, promover a disseminação da ideia de que todos os indivíduos tem direito de manifestar suas crenças, desde que respeite e compreenda as diferenças culturais, a fim de proporcionar um país em que as adversidades religiosas não sejam motivos de preconceito e violência para que todos possam viver em conformidade e respeito.